22-10-09 - Filho oferecido em sacrifício
Um casal de missionários recém chegado à Índia para servir neste país estava à beira do rio Ganges - rio que corta quase todo país indiano. O casal orava e observava atentamente as pessoas que ali faziam as suas preces, se banhavam nas águas sujas do rio, depositavam os cadáveres dos seus entes queridos seguindo as leis do Hinduísmo e a multidão de turistas que ali estava para fotografar e receber uma bênção especial do rio mais sagrado, misterioso e adorado da Ásia.De repente, uma cena estranha e bizarra prendeu-lhes a atenção. Uma mulher que descia em direcção ao rio, com passos firmes e rápidos, segurava nos seus braços uma criança imóvel e indefesa. Aquela mulher ao aproximar-se da margem do rio, desenrolou a criança que estava a mexer-se lentamente e lançou-a com toda a força nas correntes fortes do Ganges. Foi tudo muito rápido, estranho e inesperado.
Após essa acção trágica e triste, a jovem mulher prostrou-se diante das águas e começou a fazer alguns rituais e súplicas. Coisas estranhas aos olhos de um Cristão, que não está acostumado a ver tais práticas.
O casal de missionários, perplexo, resolveu aproximar-se da jovem mulher para abordá-la, fazer-lhe algumas perguntas e, tentar ajudá-la a mudar de vida:
- Quem era aquela criança? - Perguntou o casal.
- Era meu filho - Respondeu firmemente a jovem mulher.
- Você amava-o?
- Claro que sim, eu amava-o muito. Era o meu único filho.
- Então, porque é que o atirou ao rio para que ele morresse?
- Porque o deus que eu sirvo mo pediu como sacrifício vivo. Apenas lhe obedeci!
Naquele instante, diante de tal resposta, o casal movido de muita compaixão e amor por aquela mulher que estava cega pela religião hindu, começou a falar-lhe sobre o amor de Deus por nós e o sacrifício que já foi feito por Jesus na cruz, para que não precisássemos mais de fazer esse tipo de oferenda viva. Eles despenderam algumas horas conversando por aquela jovem senhora e orando por ela. Ela entendeu o plano de salvação e com o coração quebrantado e arrependido, confiou em Jesus como seu Salvador. Decidiu abandonar aquela religião maldita.
Depois que entendeu o erro que havia cometido ao lançar o seu único filho ao rio, a mulher com os olhos cheios de lágrimas e soluços, fitou o casal de missionários e exclamou em alta voz:
- Se vocês tivessem vindo a algumas horas antes, para me falar sobre Jesus e o amor de Deus, o meu filho não estaria morto. Eu ainda o teria comigo em meus braços!!!
O que você faria se fosse um dos missionários que presenciou aquela cena inusitada? Qual seria a sua resposta à aquela jovem e triste mãe? De quem é a culpa, quando tanta gente morre sem conhecer a Cristo?
Cenas como essa repetem-se diariamente no mundo. Pessoas que vivem debaixo do jugo do diabo e clamam pelo Evangelho. Pessoas que precisam apenas de alguém que vá até elas para lhes falar do amor de Deus. Pessoas que não sabem para onde ir, que necessitam de ajuda espiritual e ser alcançadas pela graça de Deus através da igreja.
“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos pois da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus” (2 Cor. 5:20).




