08-11-09 - Vítimas da SIDA podem ter nova vida
Na Tailândia, um número crescente de mulheres está a contrair o vírus da SIDA. Mas, agora, um ministério cristão está a ajudar as vítimas que vivem com esta doença mortal para que possam ter uma nova vida.
Pakdee esperava o seu primeiro bebé, quando descobriu que estava infectada com o HIV-SIDA. Ela contraiu o vírus do marido, um viciado em drogas que ficou infectado ao injectar-se.
Eu queria matar o meu marido e depois suicidar-me. Naquele tempo o HIV não era aceite. As pessoas viam-me como uma mulher de rua que dormia com todos. Fiquei preocupada com o meu bebé. O médico disse que ele também poderia ser infectado", lembrou Pakdee.
No seu momento mais difícil, uma amiga levou-a à Fundação SIAM, que é uma organização cristã que ministra a pessoas infectadas com o HIV e às suas famílias. A Directora, Lomborg Adriena, explicou como o ministério ajuda as mulheres a lidar com suas batalhas com o HIV-SIDA.
"O primeiro cuidado que damos é às famílias já infectadas, onde vemos a pessoa como um todo - não só fisicamente mas também emocionalmente e espiritualmente. E depois fazemos a prevenção nas escolas, onde ensinamos sobre o HIV."
Também ensinam que as mulheres tailandesas merecem particularmente o respeito e carinho dos seus maridos.
Segundo a Drª Lomborg as mulheres tailandesas são muito "perdoadoras", mas ela pensa que é uma maneira de ocultarem o fatalismo. "A cultura é fatalista em muitos sentidos. O que eu quero é que as mulheres percebam que são especiais, criados à imagem de Deus, e que Ele tem bom um plano para as suas vidas".
Pakdee é uma das setecentas mil pessoas na Tailândia, oficialmente registadas com o HIV-SIDA. A percentagem nacional de pessoas com esta doença é de 1,4 por cento.
Em termos numéricos, por cada sessenta e cinco pessoas que passam pelo mercado, pelo menos uma tem o HIV-SIDA. Durante o ano passado, a taxa de infecção entre adolescentes aumentou de onze para dezassete por cento. Isto é ainda mais alarmante.
"Os jovens, homens e mulheres, têm-se tornado mais promíscuos. Os jovens tailandeses têm relações sexuais a partir dos 14 anos", disse Lomborg.
Pakdee ainda vive com o marido e agora tem quatro filhos. Milagrosamente, nenhum deles tem SIDA. A sua filha mais velha, de quem estava grávida quando ficou infectada, agora é uma adolescente. Pakdee acredita que somente Deus pôde proteger miraculosamente os seus quatro filhos com esta doença. E é por isso que ela leva-os regularmente ao Centro Médico SIAM, para que aprendam mais de Deus.
Já passaram treze anos desde que foi diagnosticado o HIV-SIDA a Pakdee. O seu futuro pode ser incerto, mas com a sua nova fé em Deus escolheu viver a vida plenamente.
"As pessoas do Centro SIAM ajudaram-me a seguir o caminho certo. Clamei a Deus e Ele deu-me nova vida para estar com os meus filhos, e força para lutar e viver esta nova vida", afirmou Pakdee.




