17-01-10 - Ex-terrorista Palestiniano abraça o Cristianismo
O plano de paz de Barack Obama para o Médio Oriente espera que o grupo palestiniano Fatah, se torne parceiro de Israel. Isto é mais fácil de dizer do que realizar. Líderes da Fatah reafirmaram o seu compromisso com o que eles chamam de "resistência armada". Eles também se recusam a reconhecer Israel como um Estado judeu.Tudo isto soa muito familiar a Tass Saada, um palestiniano que se uniu à Fatah quando tinha apenas 17 anos. Como disse à CBN News, ele juntou-se ao movimento da Fatah, porque Arafat era o seu herói.
Este palestiniano cria que os judeus haviam roubado a sua terra e estava determinado a ajudar a destruí-los. "O nosso treino estava especializado em táctica intensivas. Intitulávamo-nos guerrilheiros ou comandos”.
Saada tornou-se num franco-atirador, cujo apelido era "Carniceiro". Segundo comenta, o seu trabalho era disparar sobre o comandante da unidade inimiga. Além deste trabalho sangrento, Saada também tentou assassinar o príncipe da Jordânia.
Mas o seu trabalho mais prestigioso foi ser motorista pessoal de Yasser Arafat. "Todo mundo sabia que eu era um motorista audacioso, de tal modo que quando era necessário levar rapidamente Arafat de um lugar para outro na Jordânia, chamavam-me para o fazer."
Saada viajou depois para a América a fim de estudar. Nessa altura retirou-se da 'jihad', ou guerra santa, mas ainda odiava os judeus. Tornou-se gerente bem sucedido de um restaurante, casou-se com uma mulher americana e teve dois filhos. Porém era miserável e tinha um estilo de vida louco. Até que um amigo lhe falou sobre Jesus.
"Ele colocou uma Bíblia no meio dos dois e eu assustei-me e afastei-me da Bíblia. Ele disse, 'Porque te afastas assim? "Eu disse,' Eu não posso tocar nisso." Ele disse, 'Porquê, se é apenas um pedaço de papel?"e eu: ' não, tem escrito o nome de Deus e as palavras de Deus. Ele disse, 'então crê que esta é a Palavra de Deus? ", Eu disse' sim '. Não sei porque eu disse que sim, porque os muçulmanos não acreditam que a Bíblia seja válida como Palavra de Deus".
Saada disse que perdeu a consciência momentaneamente. "A coisa seguinte de que me lembro é estar de joelhos com as mãos levantadas, convidando Jesus. O resto é história".
Então, o seu amigo colocou-o logo noutra encruzilhada. "Ele disse, 'para que tenhas a paz que eu tenho, tens de amar os judeus. Eu gelei. Ele sabia o quanto eu odiava os judeus ".
Saada deixou aquele ódio e começou a ver Israel de forma diferente. O seu livro, "Um antigo homem de Arafat" narra a sua transformação.
"Não acredito na solução de dois estados porque creio que esta terra pertence aos judeus. Não nos pertence a nós. Porém, por outro lado, acho que temos o direito de viver nesta terra."
Saada agora passa o seu tempo na Cisjordânia (Margem Ocidental) e em Gaza, ajudando a prover às necessidades dos palestinianos através da sua organização de caridade, Sementes de Esperança.
Ele diz que os muçulmanos estão a voltar-se para Cristo em grandes números.
"Entre os milhões de muçulmanos no mundo inteiro, especialmente na Arábia Saudita, Catar, em todas as 12 nações de Ismael, há muitas conversões."
Assim Saada espera que um dia a paz venha à região, uma paz que os políticos nunca poderão proporcionar.




