14-06-10 - Centenas de Bíblias foram queimadas por Forças de Segurança do Governo do Irão
A Rede de Notícias Cristã Persa ( www.fcnn.com ) relata que centenas de Bíblias foram queimadas por Forças de Segurança do Governo Iraniano."Esta acção [de queima de Bíblias], foi confirmada por fontes bem informadas, e foi exibida num site que pertence à organização paramilitar Pasdaran. Não é nada menos que vergonhosa e os responsáveis devem ser identificados e expostos a todo o mundo."
O relato informou que no Sábado, 29 de Maio de 2010, a Ati News, um site pertencente a Morteza Talaee, chefe anterior das forças de segurança e actual membro do conselho da cidade de Teerão, “na sua propaganda habitual anti-cristã", relatou que o seu repórter de vida social tinha divulgado que os navios carregados com os chamados, "Pervertidos Tora e Evangelhos" tinham entrado em águas iranianas através das suas fronteiras ocidentais.
Dois dias depois, na segunda-feira, 31 de Maio, o mesmo relatório foi reiterado pelo website anti-crime oficial do Exército chamado "Gerdaub", que disse que um grande carregamento de Escrituras Judaicas e Cristãs tinham entrado em águas iranianas através da província Ocidental do Azerbaijão e, segundo funcionários da segurança dessa província, as “forças ocupantes" que operam nas regiões ocidentais do Iraque eram responsáveis por tais actividades.
O FCCN afirmou que o Gerdaub, o site oficial do Exército [também conhecido como o Corpo dos Guardas da Revolução Iraniana (IRCG] continuou o seu relato, citando o oficial de segurança, como tendo declarado: "Alguns desses livros são distribuídos localmente, mas a maioria dos livros são contrabandeados e distribuídos por todo o país. Só nos últimos meses, centenas de tais "Bíblias pervertidas" foram apreendidas e queimadas na cidade fronteiriça de Sardasht ".
A mesma fonte da segurança não identificada disse que a sua intenção foi a de "informar e esclarecer" as pessoas.
"Enquanto a representação do profeta do Islão e de outros líderes religiosos, históricos, seja com bom ou mau gosto, causasse tumultos e protestos violentos, ameaças de retaliação e assassinatos, o encerramento de embaixadas, longas marchas em várias partes do mundo, como Paquistão, Irão e Arábia Saudita, é bem interessante que o site oficial da ala militar mais poderosa da República Islâmica do Irão se envolva num acto vergonhoso de queima de Bíblias", disse o porta-voz FCNN.
"Naturalmente, os agentes de segurança não esclareceram a diferença entre estas chamadas " Bíblias pervertidas” e aquelas que são comummente usadas por pessoas ao redor do mundo - incluindo o Irão.
"Esses funcionários vergonhosamente rotularam as Escrituras Sagradas dos Cristãos de ‘contrabando’, sem perceber que mais de dois biliões de pessoas ao redor do mundo e pelo menos cinco mil pessoas no Irão as reverenciam e consideram sagradas. Esta acção não é diferente da que o governo tem acusado injustamente muitos Cristãos, a saber, insultar as crenças sagradas do Islão.
"Por um lado os defensores da República Islâmica do Irão nas organizações e fóruns internacionais de direitos humanos afirmam que as minorias religiosas, como Judeus e Cristãos gozam de protecção constitucional, e que os adeptos dessas religiões, não só podem eleger os seus próprios representantes para o parlamento como exercerem os seus direitos religiosos livre e abertamente.
"Mas, como em muitos outros direitos e liberdades concedidas ao povo na Constituição, esse direito fundamental tem sido violado e reprimido pelo governo Islâmico".
O porta-voz chegou a dizer, "Os líderes da República Islâmica não só usam a arma dos seus candidatos parlamentares pré-seleccionados para controlar quem entra na Legislatura, como suprimem severamente as minorias religiosas, exigindo os nomes dos que assistem aos cultos, proibindo a entrada de membros de língua persa na igreja e qualquer pregação na língua persa, rejeitando quaisquer licenças para construção de edifícios de igreja, e para publicação de Bíblias e outra literatura cristãs o que equivale a nada, a não ser a interferência directa nos assuntos religiosos das pessoas que reclamam proteger.
"Por estas razões, os Cristãos têm-se refugiado nos lares e reúnem-se nas igrejas de estilo caseiro formando pequenas igrejas em casa. Mesmo assim, muitos desses cristãos são perseguidos e, muitas vezes perseguidos por agentes de segurança, e são presos e detidos. Muitos líderes Cristãos foram detidos por longos períodos de tempo em locais não revelados e muitas vezes têm de pagar um elevado valor de fiança para garantirem a sua liberdade.
"Não obstante o facto dos Cristãos iranianos não terem o direito de publicar as suas Sagradas Escrituras, os Cristãos de todo o mundo que doam Bíblias aos seus irmãos e irmãs dentro do Irão são insultados por rotularem as suas Bíblias doadas como contrabando, sendo queimadas o pelos agentes de segurança.
"Tais insultos e acções ofensivas de queima da Bíblia Cristã coincide com o pleno gozo de liberdade da comunidade islâmica nas nações ocidentais que lhes permitem publicar o Livro Sagrado islâmico do Alcorão, e construírem muitas mesquitas em várias cidades europeias e americanas.
"O Alcorão afirma que a Tora e os Evangelhos também são Sagradas Escrituras. No entanto, os líderes islâmicos afirmam que as Bíblias usadas pelos Cristãos e Judeus não são as escrituras autênticas, mas foram alteradas pela igreja. Considerando o facto de que o Alcorão também afirma que nenhum homem pode destruir a Palavra de Deus, a questão permanece que se a Bíblia usada actualmente é, como os líderes islâmicos reclamam, um documento alterado e não confiável, onde está a verdadeira Tora e os Evangelhos?
"Se os defensores do Alcorão reclamam que a Palavra de Deus nunca pode ser mudada e pervertida, então deve haver uma cópia da verdadeira Tora e dos verdadeiros Evangelhos algures. Mas para esta questão os muçulmanos não têm respostas credíveis. Não há nenhuma diferença ou variação entre as Escrituras de hoje e os escritos originais. As nossas Bíblias modernas assentam nas cópias muito antigas das Escrituras que, em alguns casos remontam a apenas 50 anos a partir de Cristo. Há ainda as cópias do Antigo Testamento que datam de várias centenas de anos antes de Cristo.
"Definitivamente, e com certeza, não se podem encontrar nenhuns escritos antigos que foram tão cuidadosamente e com tanta precisão copiados e preservados como a Bíblia tem sido. Existem milhares de manuscritos antigos em museus do mundo que atestam este facto. Por conseguinte, a alegação de que a Bíblia é uma Escritura alterada e falsa é totalmente infundada, e não é senão um estratagema dos líderes islâmicos para confundir e enganar as pessoas."
O porta-voz concluiu dizendo: "Em qualquer caso, a queima de qualquer livro, especialmente de um que é honrado e reverenciado por uma grande maioria de pessoas ao redor do mundo, é um acto imoral e inaceitável."




