21-06-2017 - Estudante cristão é expulso de sala de aula por professora feminista. Motivo? Ele abriu a Bíblia

Um novo caso de perseguição a um estudante cristão universitário repercutiu na imprensa internacional devido ao cerceamento da liberdade de religião e expressão por uma professora ativista do movimento feminista.
O caso foi registado no último mês de fevereiro, na Universidade Northern Arizona, e só agora veio à tona, com os principais envolvidos sendo o aluno Mark Holden, 22 anos, e a professora Heather Martel, que não admitia que o estudante lesse a Bíblia Sagrada na sala de aula.
Martel é professora de História e, dentre os temas abordados na sua matéria, estão “teoria feminista ” e “história do movimento gay”. Ao notar que Holden lia a Bíblia antes da aula começar, ela pediu que ele fechasse o livro e o guardasse, imediatamente.
De acordo com informações do portal Charisma News, o aluno recusou-se a obedecer a professora, e isso iniciou uma discussão entre ambos. O professor Derek Heng, chefe do departamento de História, foi chamado e ordenou que Mark Holden saísse da sala.
Na ocasião, Holden foi levado para a direção da universidade e decidiu gravar as conversas com os responsáveis pela instituição de ensino. Com a pressão exercida pelos professores, o aluno decidiu divulgar os áudios e o assunto chamou atenção do jornalista Todd Starnes, apresentador da Fox, uma das maiores emissoras de televisão dos Estados Unidos.
Nos áudios, é possível ouvir que Heng foi incisivo em sua crítica a Holden por levar a Bíblia para a sala de aula, e também o contra-argumento do aluno, que se queixou da ira da professora contra ele por conta de sua postura “conservadora” nos debates das aulas.
Mark Holden destacou, em especial, um episódio em que criticou os casos de imigrantes muçulmanos que defendem o terrorismo e os ensinamentos sobre como tratar mulheres. “Ela disse que eu era racista e não toleraria esse tipo de racismo na classe”, narra.
Na gravação, o aluno frisa que respondeu a professora observando que “o islão não era uma raça”, portanto a acusação era descabida: “Eu estava apenas falando sobre o que alguns muçulmanos ensinam, e que não estava fazendo acusações genéricas sobre o Islão nem oferecendo a minha interpretação do Corão”, acrescenta.
O estudante cristão foi além e destacou que a professora Martel se queixava na frente dos demais alunos de que atualmente, no país, “homens brancos heterossexuais podem demonstrar preconceito sem serem repreendidos por isso”.
A determinação de Holden em expor os excessos da docente foi tamanha que ele mostrou, aos diretores da universidade, um e-mail da professora em que ela o repreende por seu “comportamento disruptivo” e exige “respeito” e atitude “civilizada”. Em sua queixa, o aluno disse que enxergava nessa circunstância uma tentativa de mordaça.
Em outro e-mail, desta vez endereçado a todos os alunos da classe, a professora usou um expediente menos discreto, dizendo que “pela lei, discurso de ódio é qualquer fala, gesto ou conduta, seja por escrito ou por atos, que possa incitar a violência ou demonstrar preconceito contra um indivíduo ou grupo”.
Ao divulgar os áudios, o estudante procurou o candidato a deputado Kevin Cavanaugh, que ajudou a repercutir o faco junto da imprensa e comentou a situação: “Se és cristão, serás um alvo. Os cristãos estão a ser silenciados”, afirmou, em entrevista ao jornalista Starnes.
A motivação de Cavanaugh para se envolver no caso de Holden, segundo ele, é porque interromper a radicalização das universidades públicas é uma parte de sua plataforma de campanha: “Se a liberdade de expressão não for permitida em um campus universitário público, o financiamento federal deve ser recusado. Se você quiser limitar a liberdade de expressão, não receba dinheiro federal”, sugeriu.
“Vimos neste campus e em toda a nação que as pessoas estão a ser punidas por suas opiniões cristãs”, acrescentou o candidato Cavanaugh.
Todd Barnes concluiu sua reportagem sobre o assunto dizendo que “a dura realidade é que um estudante foi arrancado de uma sala de aula por ler a Bíblia”, e completou: “Ai de nós, América”.




