26-06-2017 - Canadá proíbe escola cristã de ensinar partes “ofensivas” da Bíblia

A Cornerstone Christian Academy, no Estado de Alberta, Canadá, foi proibida de ensinar os trechos das Escrituras que podem ser considerados “ofensivos”.
A presidente do Distrito Escolar de Battle River, Lauri Skorki, mandou avisar a diretora da escola que “qualquer versículo que possa ser considerado ofensivo a indivíduos em particular não deve ser lido nem estudado na escola”.
Skori acredita ainda que seria inadequado que a escola compartilhe “qualquer ensinamento que denigra ou vilipendie a orientação sexual de alguém”. “Estamos a falar sobre liberdade de culto, mas também de liberdade de expressão”, disse Deanna Margel, diretora da escola. “Precisamos que cada palavra da Bíblia venha nos desafiar, nos chamar a uma compreensão maior. Isso é muito importante”.
No último dia 15, a direção da escola reuniu-se para debater a questão, mas a presidente do distrito escolar reclamou que a instituição estava a transformar a “discussão num espetáculo público”.
Ela também reclama que a escola Cornerstone “quebrou a nossa confiança” e estava a tentar “criar polémicas” ao chamar a atenção para esse assunto.
“Essas ações junto da sociedade não apenas prejudicaram o nosso relacionamento, mas colocaram os nossos filhos, a nossa equipa, a nossa escola e o nosso distrito escolar em perigo”, alegou, sem detalhar como isso ocorreria.
A Conerstone é uma escola confessional, mas como recebe subsídios do governo aparece na categoria “escola alternativa”. Ela defende ter o direito de ensinar valores cristãos, mas Skori está a pressionar a instituição para cessar essa prática.
Vários passos nesse sentido vêm sendo dados desde o início do ano. O distrito escolar, que supervisiona as atividades escolares, mandou que a Cornerstone apagasse do seu site uma passagem de 1 Coríntios que condenava a homossexualidade.
Também foi pressionada a remover um versículo sobre imortalidade que estava escrito numa das paredes da escola.
Cansada das ameaças contra a liberdade de culto, a escola cristã procurou os advogados que trabalham no Centro de Justiça para a Liberdade Constitucional. A questão tornou-se jurídica e pode abrir precedentes para um debate que atinge todas as escolas públicas do Canadá.
John Carpay, presidente do Centro de Justiça, lembra que “O compromisso de neutralidade do governo, exigido pelo Supremo Tribunal do Canadá, significa que um conselho escolar não pode determinar se os versículos da Torá, do Alcorão, do Novo Testamento ou do Guru Granth Sahib são aceitáveis ou não”.
Ele comunicou que levará adiante a defesa da escola ensinar os seus princípios, inclusive os bíblicos, sem ser censurada pelo Estado.
- CBN




