29-06-2017 - ADN de múmias apoia a narrativa bíblica de descendentes de Noé

Investigadores obtiveram "resultados inesperados" ao descodificar o genoma de antigos egípcios.
Arecente investigação do ADN retirado de dezenas de múmias egípcias com milhares de anos de idade comprova que os habitantes originais daquela terra possuem parentesco mais próximo com habitantes do Médio Oriente que com os povos negros da África ao sul do Saara.
Investigadores da Universidade de Tuebingen e do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana em Jena – ambos na Alemanha – obtiveram “resultados inesperados” ao descodificar o genoma desses antigos egípcios.
Os corpos mumificados submetidos aos testes abrangem quase 2.000 anos de história egípcia, do chamado Novo Império (cerca de 1.400 a.C.) até o final da presença do Império Romano na região (cerca de 400 d.C.). Foi logo possível comparar o ADN dos moradores antigos com o dos egípcios modernos e ver como outros povos da Antiguidade tiveram impacto sobre sua composição genética.
A investigação baseou-se em 166 amostras de 151 indivíduos mumificados encontrados em Abusir el-Meleq. A extensiva análise, publicada na revista especializada Nature Communications, concluiu que “eles se diferem dos egípcios modernos e estão mais próximas das amostras de moradores do Próximo Oriente”, observaram os pesquisadores. “Em contraste, os egípcios modernos são mais influenciados pelas populações da África subsaariana”.
Para o estudioso judeu Adam Eliyahu Berkowitz, isso comprova a narrativa bíblica sobre a primeira dinastia egípcia, descendente de Cão (ou Cam), filho de Noé, apresentada no primeiro livro da Bíblia.
Génesis 10:5-6 afirma: “Por estes foram repartidas as ilhas dos gentios nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações. E os filhos de Cão são: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã”.
Berkowitz lembra que, “De acordo com a Bíblia, Mizraim estabeleceu-se no Egito, enquanto Cuxe foi para a África subsaariana, estabelecendo duas nações distintas e separadas que não compartilhavam um património comum. A teoria científica implica que as origens do povo africano e do Egito eram a mesma”.
O professor Johannes Krause, do Instituto Max Planck, explicou que análises de ADN das múmias feitas no passado já davam alguns indícios disso, mas eram tratadas com ceticismo.
“Apenas nos últimos cinco ou seis anos, tornou-se possível estudar o ADN dos humanos antigos, porque agora podemos mostrar se o ADN é antigo ou não pelas suas propriedades químicas”, ressalta. Ele acrescentou que nos próximos anos “haverá uma grande quantidade de genomas da múmia egípcia antiga [mapeados]. Estamos apenas a começar”.
- in Christian Post e Folha de SP




