15-08-2017 - Mais de 180 cristãos foram processados, após proibição de evangelismo na Rússia

Os cristãos compõem a grande maioria dos que sofrem com a implantação das leis tidas como "anti-missionárias" na Rússia. São mais de 180 casos trazidos sob a nova legislação que entrou em vigor há um ano. As perseguições cresceram nos primeiros 12 meses desde que foram implementadas, no dia 20 de julho de 2016.
Estão proibidas atividades que vão desde encontros de oração em casas, publicação de canções cristãs em sites religiosos e até mesmo orações na presença de outros cidadãos sendo interpretadas como "atividade missionária".
Relatórios publicados pelo Forum18, uma organização de liberdade religiosa na Noruega, detalham os mais de 180 grupos religiosos e indivíduos punidos pelas restrições e revelam que os cristãos compõem a maioria dos “castigados”.
Confusão
Os regulamentos, oficialmente listados como Código Administrativo Artigo 5.26, Partes 3, 4 e 5, entraram em vigor no dia 20 de julho e proíbem a "atividade missionária" por russos e estrangeiros. No entanto, a definição ampla da lei religiosa russa provocou confusão quanto ao que constitui uma "atividade missionária" e em que circunstâncias os crentes podem comunicar a sua fé a outros.
Com multas de até 50 mil rublos (cerca de seis semanas de salários médios) para indivíduos e até um milhão de rublos para organizações, os estrangeiros também podem enfrentar a deportação e a confiscação de qualquer material, como aconteceu no caso de Donald Ossawaarde.
Culpado
Um servo de Deus americano foi considerado culpado por "realizar atividades missionárias ilegais", ao fazer estudos bíblicos semanais em sua casa, na Rússia. Ele levou o seu caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, representado pela Alliance Defending Freedom International (ADF), uma instituição de caridade de liberdade religiosa.
Donals Ossewaarde é mais um a ser processados de acordo com a lei, além de mais de 35 outros crentes. Os cristãos são o maior grupo visado pelas leis.
- in CPAD News




