18-08-2017 - Igreja cresce na Coreia do Norte e cidadãos deixam de idolatrar o ditador Kim Jong-un

O regime norte-coreano continua a perseguir qualquer pessoa que exerça a sua fé (cristã ou qualquer outra) dentro das suas fronteiras, de acordo com um novo estudo do governo dos EUA, embora relatórios do país estejam sugerindo que cada vez mais pessoas estejam a abandonar a idolatria ao ditador Kim Jong-un e a optar por praticar a sua fé pessoal.
Em alguns casos, a perseguição do regime pode ser tão extrema que leva as pessoas à prisão, tortura e até morte, segundo afirmou o estudo.
O Departamento de Estado dos EUA divulgou na última terça-feira o relatório anual sobre as liberdades religiosas globais, com a Coreia do Norte destacando-se por negar ao seu povo o "direito à liberdade de pensamento, consciência e religião".
"O governo continuou a lidar severamente com aqueles que se envolveram em quase todas as práticas religiosas através de execuções, tortura, espancamentos e prisões", afirma o relatório.
"Estima-se que entre 80 mil e 120 mil prisioneiros políticos, alguns presos por motivos religiosos, estejam a ser mantidos em áreas remotas, em condições horríveis", acrescenta.
Essas alegações foram apoiadas por um desertor norte-coreano que agora é membro da Coalizão mundial de Seoul para combater o genocídio na Coreia do Norte.
"A perseguição oficialmente sancionada de pessoas por razões religiosas ainda está lá e, eu diria, ainda mais forte do que antes", disse o desertor ao jornal 'The Telegraph'.
Mas mudanças subtis estão a tornar-se visíveis lentamente, disse o desertor, que pediu para manter seu nome sob sigilo, devido ao facto dele ser bem ativo no apoio a igrejas subterrâneas que operam no Norte.
"No passado, as pessoas eram convidadas a adorar a família Kim como deuses, mas muitos norte-coreanos não respeitam mais Kim Jong-un", disse ele. "Isso significa que eles estão procurando por algo mais para sustentar a sua fé".
“A igreja cristã está a crescer e aprofundando suas raízes na Coreia do Norte", disse ele.
"Mesmo que as pessoas saibam que podem ser presas - ou até mesmo enfrentar o pior, como uma execução - elas ainda estão a escolher adorar a Deus, e isso significa que mais fissuras estão a aparecer no regime e no sistema comunista ditatorial da Coreia do Norte", acrescentou.




