30-08-2017 - África: Cristão perdoa a familiares após estes incendiarem a sua casa

A intolerância religiosa é bastante acentuada no Médio Oriente, mas também há grandes sombras de repressão em outras regiões do mundo. É o caso de Chade, país sem acesso ao mar, localizado no centro-norte da África. Na região, quando alguém se converte e deixa de fazer parte dos rituais das crenças locais, é comum ser acusado de bruxaria.
Outra acusação forte que é realizada para quem deixa os costumes locais para servir a Jesus é a de “conivência com o mal”. Quem abandona a fé local corre grande risco de ter atacado pela sociedade e até mesmo pela própria família. E foi exatamente isso que aconteceu a Samuel, um cristão do sul do Chade, onde a maioria das pessoas adora animais, plantas, rios, montanhas ou fenómenos da natureza.
Recentemente, um primo seu faleceu com a suspeita de apendicite. Mesmo assim, a sua família resolveu pôr a culpa da morte do rapaz em Samuel, afirmando que ele teve aquele problema por conta de alguma feitiçaria que Samuel lhe havia feito.
Prejuízo
Foi aí que Samuel viu a sua casa queimada pela própria família. Ele chegou a perder todos os seus bens, além de todo a dispensa de alimentos, móveis e outros pertences pessoais. O cristão relatou ao Ministério Portas Abertas que ele e a ua família foram deixados apenas com a roupa do corpo.
Apesar do grave acontecimento, Samuel não carrega rancor no coração. Ao contrário disso, ele diz: “Embora eu continue a receber ameaças da minha família, eu decidi perdoar-lhes por tudo, completamente”. O apoio do ministério Portas Abertas tem sido uma fonte de consolo e encorajamento para ele.
Ele conseguiu reconstruir a sua casa e acredita num futuro de paz. “Eu tenho esperança porque sei que nada é impossível para Deus. Mesmo que os homens me abandonem, o Senhor nunca me abandonará. Ele irá restaurar-me para sua glória”, afirmou o cristão que apesar de ter sido prejudicado, não quer pagar com vingança o mal que a sua família lhe fez.
- in Portas Abertas




