06-09-2017 - Pesquisa revela que católicos e evangélicos têm mais semelhanças do que diferenças

NOTA:
Esta notícia vem confirmar o que temos dito há já algum tempo, a saber, que os Evangélicos estão a tornar-se cada vez mais como os Católicos. Estamos à vontade para dizer isto porque nunca nos considerámos Evangélicos, um termo classificativo sem qualquer base bíblica, como outros igualmente reprovadamente usados. Os verdadeiros Cristãos sempre professaram unicamente o nome do Senhor Jesus Cristo; nunca outro nome qualquer. O Apóstolo Paulo diz claramente que "O Senhor conhece os que são Seus, e" que quem se diz Seu "profere o nome de Cristo" (2 Timóteo 2:19), não outro nome, qualquer que seja. Apesar da falta de fundamento bíblico para usarem o nome de "Evangélicos", os que assim se identificavam no passado revelavam bastante fidelidade à verdade das Escrituras, mas no presente já não é mais assim. Hoje, genericamente, ser evangélico é, infelizmente, ser um mero religioso, como um mero católico ...
À medida que os evangélicos se preparam para marcar o 500º aniversário da Reforma Protestante, duas novas pesquisas realizadas pelo Instituto Pew mostram que, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, as diferenças teológicas que dividiram o cristianismo nos anos 1500 parecem ter perdido grande parte da sua importância.
Tanto para evangélicos europeus quanto para norte-americanos, eles e os católicos hoje possuem mais semelhanças que diferenças. Os ideais da Reforma liderada por Lutero e que deu origem ao movimento que mudaria a história do mundo, resultando em mais de um século de guerras devastadoras e perseguições na Europa, aparentemente ficaram no passado.
Em 2017, evangélicos e católicos na América do Norte e na Europa parecem ter chegado a um ponto onde não identificam mais claramente as suas diferenças no aspecto teológico. Alguns dos principais pontos que guiavam os reformadores no século 16 são amplamente ignorados pelos cristãos atuais nesses locais.
Foram entrevistados pela Pew Research Center 24.599 pessoas em 15 países europeus. Nos Estados Unidos, a pesquisa foi realizada com 5.198 pessoas. Os resultados surpreendem.
Por exemplo, o ensinamento de que a salvação da alma é alcançada unicamente através da fé no Senhor Jesus Cristo (doutrina conhecida pelo termo latino sola fide) na maior parte dos países da Europa Ocidental não é mais amplamente defendida.
A maioria dos evangélicos europeus (47% na média geral) defende que a salvação depende tanto da fé quanto das obras, aproximando-se mais do entendimento católico. A percentagem dos que “não sabem” é de 18%. O quadro é bem maior no Reino Unido (62%) e na Alemanha (61%). Enquanto isso, metade dos evangélicos dos Estados Unidos (52%) dizem o mesmo.
Os evangélicos norte-americanos também estão divididos sobre outra questão que desempenhou um papel fundamental na Reforma: 46% dizem que a Bíblia é a única orientação religiosa que os cristãos precisam, o ensino conhecido como sola scriptura. Mas 52% defendem que também devem buscar orientação nos ensinamentos e na tradição da igreja, ideia sempre ensinada pela Igreja Católica.
Somente 30% de todos os evangélicos dos EUA concordam tanto com a sola fide quanto com a sola scriptura. De modo geral, é elevada a percentagem de evangélicos que dizem que as suas crenças são “parecidas” com a dos católicos.
Questionados sobre se oram diariamente, disseram ‘sim’ 14% dos evangélicos e 12% dos católicos. Quando perguntados se a religião é importante em suas vidas, responderam positivamente (em média) apenas 12% dos evangélicos e 13% dos católicos.
Voltar à Bíblia continua a ser a maior premência e urgência - hoje, como de sempre. Comparar com Lucas 10:126: "Que está escrito na lei? Como lês?"




