17-09-2017 - Menino de 12 anos que fez “transição de género” para virar menina arrepende-se e quer reverter processo

Um adolescente que decidiu que deveria fazer a chamada “transição de género” para uma aparência feminina arrependeu-se da escolha e agora vai precisar de se submeter a uma cirurgia para remoção do excesso de tecido mamário.
O jovem Patrick Mitchell tinha apenas 12 anos quando “implorou” à sua mãe para se submeter à “transição de genero”, tomando hormonas femininas que ajudariam a moldar o seu corpo conforme a identidade que ele tinha adotado. Agora, dois anos depois, sentiu que essa não era a escolha certa, e vai precisar de procedimentos cirúrgicos.
Patrick é australiano e foi diagnosticado com disforia de género, um transtorno que gera confusão mental em relação ao sexo biológico. Em entrevista ao programa 60 Minutes, o jovem disse que quando pediu para tomar as hormonas, tinha a clara impressão que desejava ser uma menina: “Tu desejas mudar tudo sobre ti, vês qualquer garota e dizes que serias capaz de matar para ficar daquele jeito”, afirmou.
A mãe de Patrick ouviu profissionais da área e atendeu o pedido do filho, autorizando o processo de transição à base de hormonas. O adolescente deixou logo o cabelo crescer e, com o efeito do estrogénio, cresceram seios.
Agora, no início de 2017, os professores da escola começaram a referir-se a ele como uma menina, e foi justamente isso o que despertou o arrependimento no adolescente. “Comecei a perceber que eu poderia ser feliz sem mudar quem eu sou”, afirmou.
Ele procurou a mãe e contou que estava arrependido e que tinha vontade de reverter o processo de transição para voltar a ser um menino. “Ele olhou-me nos olhos e disse: ‘Não tenho a certeza de que eu sou uma menina”, explicou a mãe, que já interrompeu o tratamento hormonal e agendou a cirurgia de remoção dos seios.
Considerado um distúrbio raro pela medicina, a disforia de género tem sido diagnosticada com maior frequência, e a recomendação dos médicos para tratamentos hormonais tem sido feita de forma precipitada, segundo a psicóloga Marisa Lobo, por conta da influência da ideologia de género.
“Como profissional devo alertar. O conflito de gosto pessoal e de identidade na infância e adolescência não pode ser promovido e entendido como disforia de género. A análise é demorada e complexa. Uma criança não pode ser condenada por um adulto a uma sentença que pode prejudicá-la pelo resto da vida. Essas questões devem ser conduzidas com muito cuidado e responsabilidade. Infelizmente não é o que tem acontecido. Por ativismo ideológico político estamos a criar crianças trans. Isso é gravíssimo”, alertou, em entrevista ao portal Guia-me.




