25-09-2017 - Recusar ideologia de género não é homofobia, mas sim biologia, garante especialista

A doutora em biodiversidade, genética e evolução, Pamela Puppo é peruana e defendeu sua posição num artigo no jornal Posición que teve grande repercussão e foi traduzido para outras línguas. O Peru vem debatendo amplamente a chamada ideologia de género e sua influência sobre a sociedade moderna.
“Não aceitar ideologia de género não é discriminação, não é ser intolerante nem homofóbico, é simplesmente biologia”, escreveu a especialista. Puppo lembra que são os cromossomos que determinam o desenvolvimento físico dos fetos. “Se for menina XX; menino é XY”, salienta.
A doutora diz que “isto não é discriminação, é simplesmente biologia. - não homofobia.
A ideologia não se pode sobrepor à biologia, diz ela, enfática. “Esta ideologia é uma corrente de pensamento, não uma teoria científica, muito menos uma evidência científica, sustentando que os seres humanos são ‘neutros’ quando nascemos e podem escolher se querem ser homens, mulheres, ou uma combinação de ambos quando se cresce. Porém, o sentimento não supera a natureza”.
A doutora não ignora que existe uma condição psicológica a ser considerada. As pessoas que acreditam que não têm o sexo correto, sofrem de uma síndrome chamada ‘disforia de género’. “Não entrarei em casuísticas, basta dizer que essas pessoas devem ser respeitadas, amadas e acompanhadas”, diz Puppo.




