18-10-2017 - Dan Brown e o seu real dilema em relação a Deus

Na última quinta-feira (12/10), o escritor norte-americano Dan Brown – autor de sucessos, como “Código da Vinci” e “Anjos e Demónios” – gerou polémica ao afirmar que
“A humanidade não precisa mais de Deus, mas pode desenvolver uma nova forma de consciência coletiva, com a ajuda da inteligência artificial, que cumpra a função da religião”.
O discurso polémico foi proferido na Feira do Livro de Frankfurt, onde ele divulgou seu novo romance “Origem”. O livro é o quinto de uma série de histórias com o personagem Robert Langdon, professor de simbologia de Harvard que também esteve presente, por exemplo em “O Código Da Vinci”.
O autor norte-americano esteve em Lisboa no passado domingo, dia 15, para apresentar o seu novo livro. Chegara da Feira do Livro de Frankfurt uma hora antes e parte horas depois para promover em Espanha o quinto romance protagonizado por Robert Langdon. Antes de aparecer em pessoa, pôs um vídeo em que explicava tudo o que se passava no romance e como o criara.
A seguir, explicou uma outra origem, a de se tornar escritor: "A minha mãe escrevia o que eu lhe ditava e foi assim que escrevi o meu primeiro livro. Um thriller, claro." Como num passe de magia, tira da mala de artista o manuscrito em perfeitas condições de conservação que escreveu há 50 anos. As origens não se ficam por aqui: "A minha mãe era organista e responsável do coro da igreja, no qual eu cantava também." E da mala retira a matrícula do carro que a mãe guiava e em que estava escrito Kyrie (uma oração): "Escolheu esta placa para afirmar que era cristã." Mas como Dan Brown também gosta do pai, contou que ele era um matemático e muito pouco dado à religião: "Era a família ideal para me tornar um pouco esquizofrénico, pois ao jantar a minha mãe dizia orações e o pai explicava como eram as cenouras."
Estava a ascendência apresentada e explicado que aos 9 anos percebera as "contradições" entre a religião e a ciência: "Ouvia na igreja que Deus criara o mundo em dias e na escola a falava-se do Big Bang e de evolução. É disso que este livro trata."
Acrescenta: "Não sou ateu, antes mais agnóstico. Não acredito no Deus da minha infância, mas é-me difícil acreditar em nada. Vou continuar a procurar. ... Mesmo que sejamos ateus, temos todos a mesma sensação quando estamos deitados a olhar para as estrelas no céu: seja lá o que for, é maior do que eu, é maior do que a minha experiência.”
- in Diário de Notícias e Público
Comentário:
Dan Brown precisa das orações dos cristãos no sentido de que Deus o ilumine e esclareça e salve.




