23-10-2017 - Museu defende que ciência deve muito à Bíblia

Um novo museu em Washington, EUA, pago por um bilionário crente, explora a influência do texto religioso no mundo.
Com mais de 40 mil metros quadrados, oito andares e perto do centro de poder de Washington, EUA, o novo Museu da Bíblia promete causar polémica quando abrir, no próximo, dia 17 de Novembro.
Com um custo de mais de 423 milhões de euros, pago pelo bilionário cristão, Christian Steve Green, dono da cadeia de supermercados Hobby Lobby e defensor da inclusão da Bíblia no currículo escolar como um texto histórico factual, o Museu da Bíblia oferece logo na entrada um teto digital com 42 metros de comprimento com imagens bíblicas.
Na loja do museu vendem-se peluches de animais, alusivos à Arca de Noé e há uma sala de atividades para crianças onde estas podem fazer de Sansão, a figura bíblica que derrotou os filisteus, e derrubar colunas de templos. A infância de Jesus em Nazaré é recriada ao da Disney, com casas, árvores, mesas postas e cestos cheios de azeitonas e mais três atores que vão interagir com os visitantes.
Lá dentro há uma estátuas de cientistas como Galileu, o primeiro a garantir que a terra girava à volta do sol e não ao contrário como defendia a Igreja, de Isaac Newton, que descobriu a lei da gravidade, apresentando-o como um estudante da Bíblia.
A influência da Bíblia na Ciência
E chega a afirmar que a ciência deve muito ao principal texto do cristianismo. "Há um acordo amplo entre historiadores que a ciência moderna deve muito à visão do mundo bíblico. A ideia de que o mundo natural é ordenado vem da Bíblia", garante um dos placares do museu.
Na ala sobre a história da Bíblia, escrito com o estilo Indiana Jones, inclui um exemplar do Torá e manuscritos do século XIV, mas o Corão, do Islão, está ausente. Ainda assim, o presidente do museu garante que a instituição está aberta a todas as fés.
"Queremos que este museu seja enriquecedor para todas as pessoas. Para isso, colaboramos com muitos académicos especialistas em várias matérias e tradições de fé, para nos ajudar a criar os temas narrativos deste museu", disse Cary Summers.
- in Sábado




