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17-11-2017 - Estátua de José no Egito comprova êxodo judeu

estatua de jose

     Tumba ao lado do monumento não tinha ossos, lembrando pedido do filho de Jacó em Gênesis 50:25.

     Anualmente, milhões de turistas do mundo todo visitam as margens arenosas do Mar Vermelho, para verem onde Moisés passou quando tirava o povo israelita da escravidão no Egito.

     Embora os arqueólogos modernos insistam que os relatos bíblicos não podem ser provados, uma descoberta recente pode mudar esse quadro.

      Após anos de pesquisas, o cineasta Timothy Mahoney e a sua equipa de investigadores revelaram algo que podem confirmar os acontecimentos do Livro de Êxodo, incluindo uma estátua que pode ser a de José.

     Em entrevista à WND, Mahoney explica que gravou o documentário “Patterns of Evidence: Exodus” e também lançou um livro sobre sua jornada arqueológica. “Doze anos atrás, comecei uma aventura, uma busca pelo caminho do Êxodo”, lembra o cineasta. “Eu queria mostrar tudo. Mas quando cheguei ao Egito e conversei com egiptólogos e estudiosos, acabei ouvindo de um deles: "Não sabe que o Êxodo nunca aconteceu? Não há provas disso”, relata.

     Mesmo convicto de que a Bíblia é verdadeira, Mahoney voltou aos EUA com uma “semente de dúvida” crescendo na sua mente. Procurando outros estudiosos, acabou ouvindo de um egipotologista que a arqueologia moderna tem procurado Moisés nos lugares errados e no período de tempo errado.

     Segundo Mahoney, a maioria dos arqueólogos insiste que o Êxodo aconteceu na época do faraó Ramsés, porque o texto bíblico afirma que os israelitas paticiparam da construção da cidade de Ramsés [Êx 1:11]. “No entanto, sabe-se que Ramsés viveu perto do ano 1250 a.C, mas não há evidências arqueológicas dessa história naquele período histórico”, destaca.

     “Os meus amigos arqueólogos disseram-me para cavar mais fundo”, continuou ele. “Sob a cidade de Ramsés, havia outra cidade, muito mais antiga, chamada Avaris. Essa cidade estava cheia de pessoas do povo semita. Ela foi uma das maiores cidades da sua época. É ali que achamos, penso eu, os primeiros israelitas. Esse é o padrão que corresponde à história da Bíblia. Não foi na época do faraó Ramsés, mas é no local onde Ramsés construiu a sua cidade”.

     Avaris vinha sendo escavada há décadas pelo professor Manfred Bietak, que encontrou os restos da estátua de dois metros em 1988. Bietak explica que a palavra “Avaris” não significa nada em egípcio. Mas o termo “hebreu” na língua hebraica antiga é “Ivri”, enquanto “homem” é “Ish”. Por outras palavras, a palavra “Avaris” pode estar relacionada com “Ivri Ish”, ou o “Homem hebreu”, como José foi designado em Génesis 39:14.


Estátua de José

     Uma das maiores surpresas reveladas no documentário “Patterns of Evidence: Exodus” é a descoberta da estátua de um líder semita no Egito, um homem que só poderia ser o José da Bíblia. Ela está no sítio arqueológico de Tell el-Daba e a sua data é de aproximadamente 1770 a.C.

     “A história de José é sobre como um israelita acabou por se tornar num grande líder, o segundo mais poderoso do Egito”, lembra Mahoney. “Em Avaris, a arqueologia mostra que havia um pequeno grupo de pessoas do povo semita. Há a casa típica da região de onde eles vieram. Em cima dessa casa, um palácio foi construído. Eles tinham túmulos atrás desse palácio. Neste palácio havia uma estátua. Claramente era o túmulo de um líder semíta”, destaca.

     “O interessante é esta estátua ficar junto a um túmulo em forma de pirâmide, algo que só era dado aos membros da realeza. Porque é que um semita havia de ter tal?”, questiona o cineasta. “Bem, isso coincide com a história; este tipo de prestígio somente José teria recebido”, acredita.

     A sua equipa de investigadores descobriu um outro paralelo com as Escrituras. “Na história bíblica, José disse que seus ossos deveriam ser tirados dali quando o povo saísse do Egito. Quando os arqueólogos descobriram este túmulo [do líder semita], viram algo muito incomum: não havia ossos nesta tumba. Os ossos foram retirados. Os ladrões de sepulturas nunca levam os ossos; apenas levam os bens, os ossos não têm valor”, conta Mahoney. O rosto da estátua foi arrancado e há marcas que tentaram derrubá-la. Isso pode ser um indício de que a sua presença irritava os egípcios, por motivos óbvios.

     A estátua, a tumba e as ruínas do castelo foram amplamente estudadas por especialistas. A revista Bible Archeology dedicou amplo espaço e a conclusão é a mesma de Mahoney.

 

Importância das provas

     O cineasta diz que não queria fazer um documentário cristão, mas algo que pudesse ajudar as pessoas a entenderam melhor a Bíblia. A sua produção foi considerada por Normam Geisler e Joseph Holden – eruditos que já escreveram muitos livros sobre o Antigo Testamento – como um “divisor de águas”.

     Mesmo estudiosos seculares, destaca Mahoney, disseram que o filme foi “um dos melhores que eles já viram” sobre este tópico, “embora não concordem necessariamente com tudo”.

     O cineasta diz que o filme retrata a sua busca honesta pela verdade e permite aos crentes lidarem como perguntas difíceis sobre a sua fé.

     “É importante que [Êxodo] tenha uma base histórica”, disse Mahoney à WND. “Se essa história não é verdadeira, se é apenas uma alegoria, é um castelo de cartas. Todas as demais histórias na Bíblia são construídas sobre esses relatos. Jesus fala sobre Moisés, o apóstolo Paulo também. Se não se tem um Êxodo histórico, então o que acontece com um Jesus histórico? Está tudo relacionado ... eu fui e investiguei durante 12 anos com a minha equipa, e encontramos evidências dessa história”, comemora.

 

- in GospelPrime

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