27-11-2017 - "Cristãos" liberais tornam-se ateus

Bart Campolo é filho de Tony Campolo, um influente líder "cristão" liberal norte-americano. Durante anos ele seguiu os passos do pai e estudou teologia [antes tivesse estudado a Palavra de Deus bem manejada], chegando a trabalhar como missionário. Mas desde 2011 é um ativista ateu que critica constantemente os ministérios com quem trabalhou, inclusive o de Tony.
Uma análise da revista cristã inglesa Premier Christianity mostra bem como o liberalismo teológico pode levar ao ateísmo.
Embora Bart diga que não gosta do termo “ateu”, ele não acredita mais em Deus. Atualmente ele trabalha como capelão humanista. Em sua participação no podcast “Holy Heretics” [Santos Hereges], explicou que sua jornada de afastamento do cristianismo começou quando ele foi exposto à pobreza urbana.
“Isso bagunçou a minha teologia”, lembra. “Eu pregava uma teologia que dizia que Deus poderia intervir e fazer as coisas.” Mas depois de um período em que suas orações não foram respondidas como ele queria, Bart entendeu que “tinha que mudar meu entendimento sobre Deus. Essa soberania tinha de ser menor que eu pensava.”
Ele admite que essas mudanças em sua visão da soberania de Deus marcaram o “começo do fim” de sua fé. “Uma vez que você começa a ajustar sua teologia para adaptá-la à realidade que está diante dos seus olhos, isso se torna uma progressão infinita. Nos anos seguintes minha capacidade de crer em uma narrativa sobrenatural ou em um Deus que intervém e que faz alguma coisa morreu depois de umas mil orações não respondidas”, resume.
Campolo enfatiza que foi um processo longo. “Passei por todos os estágios da heresia. Começou quando deixei de crer na soberania, logo a autoridade bíblica também se vai, tornei-me um universalista até que hoje faço casamentos gays. Em pouco tempo, realmente já não cria que Jesus ressuscitou dos mortos de forma corpórea.”
O ex-missionário acredita que o seu caso não é exceção. Na verdade, avalia que o mundo atual do “cristianismo liberal” (que ele chama de “cristianismo marginal”) caminha rapidamente para a descrença plena. Em um discurso durante o Festival Alternativo de música cristã Wild Goose, Bart foi claro: “Eu sei é que, se temos 1000 pessoas aqui hoje, daqui a 10 anos trezentas ou quatrocentas delas não estarão mais no jogo da fé.”
Segundo sua previsão, mais de 40% dos cristãos liberais (ou progressistas, como alguns preferem) se tornarão ateus ao longo da próxima década. Ele entende que o processo de abandono das doutrinas cristãs é algo quase viciante. Depois que se começa, não se sabe onde se vai parar. Pode começar com o “esfriamento” da sua visão da soberania de Deus, mas facilmente pode terminar em descrença.
“Você identifica este cristianismo marginal quando as pessoas falam de ‘Deus’ enquanto se referem ao universo e quando dizem ‘Jesus’ estão falando de algo como a redenção. Eles são tão progressistas que não esperam que nada sobrenatural ocorra. Estão esfriando do mesmo jeito que eu esfriei.”
Bart acredita que cristãos progressistas deveriam parar de fingir que Deus existe em forma de “universo” ou qualquer outro jogo de palavras similar. Dentro desse espectro de liberalismo teológico, ele cita vários líderes que são “bacanas, descolados e atuais” como Rob Bell e Donald Miller. Porém ele, como um capelão humanista, deseja oferecer esse mesmo tipo de orientação e ajudar jovens que rejeitaram inteiramente a ideia de Deus.
COMENTÁRIO:
Em primeiro lugar, quem não se converteu verdadeiramente - e isto deve constituir um sério aviso para todos -, pode acabar assim.
Em segundo lugar, quando não se distingue as dispensações de Deus, os diversos programas que Ele tem para a humanidade, cai-se no abismo de contradição em que este pobre homem caiu, quando foi "exposto à pobreza urbana", concluindo que “Isso bagunçou a minha teologia” ... “Eu pregava uma teologia que dizia que Deus poderia intervir e fazer as coisas.” O seu problema foi ter uma teologia dele e não a teologia da Bíblia, foi não perceber o programa dispensacional da dispensação da graça de Deus, que nada tem a ver com o programa da dispensação do reino, em que a pobreza será finalmente, aí sim, debelada.
Não percas a conferência dispensacionalista que se realizará na Igreja em Quinta do Conde no próximo fim de semana.




