01-01-2018 - Mulher criada por pais gays publica livro sobre o mal de ser privada de uma mãe

Dawn Stefanowicz conta como sempre se sentiu obrigada a dizer que aprovava a adoção por homossexuais, por pressão social, apesar dos sofrimentos que passou.
Quando se fala da regulamentação da união civil de casais homossexuais, logo se fala também da possibilidade de adoção. Porém, as consequências da privação de uma das duas figuras, a paterna ou a materna, é um tema ainda bem inexplorado e o testemunho das pessoas criadas por casais homossexuais em outros países são relativamente desconhecidos.
No Canadá, Dawn Stefanowicz, publicou o livro Out From Under: The Impact of Homosexual Parenting para contar a sua experiência. Segundo ela, após o lançamento do livro, em 2007, mais de cinquenta outros adultos que foram criados por casais LGBT entraram em contacto para dizer que compartilham as suas preocupações sobre o casamento e a paternidade homossexual. “Muitos de nós lutam com a sua própria sexualidade por causa da influência do ambiente em que cresceram”, conta Dawn.
Ela lamenta a forte restrição de liberdade de pensamento que se verificou no seu país após a aprovação do casamento gay. Posicionar-se de forma contrária pode gerar consequências disciplinares, demissão ou perseguições por parte do governo.
Mas as palavras mais fortes do seu livro são aquelas que narram as experiências que viveu na infância. “Nas famílias homossexuais, as crianças negarão com frequência a própria dor e fingirão não sentir falta de um pai biológico, sentindo-se pressionadas pelas políticas que circundam as famílias LGBT a se exprimir positivamente. Quando as crianças carecem de um pai biológico por morte, divórcio, adoção ou reprodução artificial, experimentam um vazio doloroso. É o que acontece também quando o nosso pai gay traz para dentro da nossa vida o(s) seu(s) parceiro(s) do mesmo sexo, que nunca poderá substituir o genitor biológico”, escreve Dawn.
As crianças têm naturalmente a necessidade de ter uma mãe e um pai – e têm o direito a isso. Dawn diz que “as mães e os pais contribuem com dons únicos e complementares à formação dos filhos. O sexo dos pais conta para um desenvolvimento saudável dos filhos. Nós sabemos, por exemplo, que a maior parte dos homens que estão presos não tiveram um pai por perto. Os pais, por sua natureza, asseguram identidade, dão direção, disciplina e limites e constituem um exemplo para os filhos, mas não podem gestá-los no próprio ventre ou amamentá-los. As mães criam os filhos de uma maneira única que não pode ser substituída pelo pai.”
Dawn afirma ser uma das seis adultas criadas por pais gays que recentemente apresentaram ao Supremo Tribunal norte-americano uma advertência solicitando que seja respeitada a autoridade dos cidadãos em manter a definição originária do casamento, de modo a que os filhos possam ser educados ppelos seus próprios pais biológicos ou por quem de facto possa substitui-los.
Dawn conseguiu na vida adulta reconciliar-se com seu passado “complicado e traumático” graças a anos de terapia “e a profunda fé em Deus”.
“Somente depois da morte do pai - derrotado pela SIDA como muitos dos seus companheiros sexuais - e logo após da morte da mãe; esta mulher convertida com o passar dos anos em esposa e mãe de um menino e uma menina, teve a coragem de tornar pública a sua terrível experiência, com o fim de ‘mostrar a todos como as estruturas familiares podem incidir negativamente no desenvolvimento das crianças’”.
Atualmente, divulgar o seu testemunho tornou-se para Dawn Stefanowicz “uma batalha a favor do bem-estar dos filhos e da importância da família natural - instituição natural fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher - e contra a legalização das adoções e das uniões homossexuais”.
Veja o vídeo com o testemunho de Dawn Stefanowicz (legendado em espanhol):
(Não legendado): (Não legendado):




