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Servindo entusiasticamente,
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16-01-2018 - Professor de teologia desafia ateus: “Sem cristianismo, não haveria civilização”

Jeremiah J. Johnston

 

     Um dos argumentos mais comuns dos ateus militantes é que a moral não depende de religião. Porém, o professor Jeremiah J. Johnston, que leciona sobre história do cristianismo na Universidade Batista de Houston, Texas, resolveu mostrar que isso é uma falácia.

     Ele reuniu os seus argumentos e uma longa pesquisa histórica para escrever o livro Unimaginable: What Our World Would Be Like Without Christianity [Impensável: como seria o nosso mundo sem o Cristianismo]. Em linhas gerais, o erudito argumenta que sem “Sem cristianismo, não haveria civilização ocidental como nós a conhecemos” e também que “sem as leis de Deus, não haveria moral”.

     As conclusões que ele chegou são bastante assustadoras. “Não há nada de novo sobre o neoateísmo”, disse ele. “Eles querem nos levar de volta a um mundo de desigualdade, pagão e racista, como era antes do cristianismo. Afinal, sem Deus, não há sentido para a humanidade, não há moral.”

     O livro de Johnson está dividido em três partes: o mundo antes do cristianismo, o mundo sem o cristianismo e o mundo com o cristianismo. Utilizando várias fontes históricas seculares e registos de teólogos e apologetas, ele lembra que, antes da fé cristã “entrar em cena”, o mundo era um lugar bastante aterrorizante.

      “Pelos padrões de hoje, seria o inferno na terra”, argumenta. “Pobreza abundante, doenças, mortes prematuras, violência sem medida, injustiça econômica, escravidão e corrupção política seriam a norma em todo o planeta”.

     Conforma lembra Johnson, após os ensinamentos de Jesus, a situação das mulheres na sociedade mudou para sempre. As ideias de democracia, o sistema educacional e jurídico do Ocidente devem muito ao cristianismo.

     Também aponta que foi por causa da perspectiva cristã que se atribuiu um valor inerente à vida humana, que surgiram por exemplo, os hospitais, as creches e os asilos. A percepção de que havia um Deus nos estimulando a amar o próximo que incentivou o surgimento das instituições de caridade, a busca pela justiça social e o sentido de solidariedade.

     Johnson também traça paralelos com “as visões de mundo tóxicas” que se fortaleceram no século 19. Ele aponta os “Cinco Grande Inimigos” do cristianismo: Ludwig Feuerbach (1804-1872), Charles Darwin (1809-1882), Karl Marx (1818-1883), Friedrich Nietzsche (1844-1900) e Sigmund Freud (1856-1939).

     Em grau maior ou menor, todos eles opuseram-se ao cristianismo e deram origem a movimentos como o comunismo e o nazismo, sendo este, o “produto final da determinação do Ocidente em se afastar de sua herança cristã”.

     Ao falar de Friedrich Nietzsche, que era um ateu raivoso e odiava a figura de Cristo, lembra que ele criou a perigosa ideia do superhomem ou “além-homem”, que estabelecia o conceito de homens superiores. Foi esse conceito que inspirou pessoas como Adolf Hitler, Benito Mussolini e Josef Stalin a criarem os seus impérios destrutivos.

     O professor questiona toda a racionalidade dos ateus, que advogam por uma ‘libertação’ da moral judaico-cristã e que gerou a civilização que conhecemos. Ele entende que, sem o entendimento de que existe uma ‘prestação de contas final’, o ser humano se lançaria numa senda de aniquilação, pois a vida humana perderia completamente o seu valor.

     No final da obra, o autor pede uma reflexão sobre o quanto essa lógica ainda está enraizada em diferentes manifestações culturais, que justificam o aborto, a eutanásia e a aplicação dos princípios de Darwin na sociedade. “A ética baseada no teísmo foi rejeitada e substituída por novas éticas pretensamente ‘científicas’, que não veem problema algum em seres humanos supostamente superiores escravizando e assassinando os seres humanos supostamente inferiores”, lamenta.

- in Christian Post

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