23-01-2018 - Orações atendidas na Bolívia: Presidente Evo Morales suspende criminalização das igrejas

O presidente Evo Morales anunciou na televisão estatal ter decidido suspender a implantação do Novo Código Penal.
O Novo Código Penal da Bolívia (artigo 88) criminalizava conversões religiosas: penas iam de 7 a 12 anos de prisão. O seu 12º parágrafo caracterizava como crime “o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto”. Segundo esta proposta de lei a evangelização seria um crime tão grave como a exploração sexual, a venda de órgãos, o turismo pornográfico, a mendicância forçada, todos passíveis de 7 a 12 anos de prisão.
O artigo 88 dava margem a interpretações de que qualquer atividade de evangelização fosse criminalizada. Isso inviabilizaria o trabalho com pessoas que as igrejas têm nos centros de recuperação de alcoolismo e dependência de drogas e que por elas são dirigidos, e outros.
As propostas da nova lei contradiziam o artigo 4 da Constituição da Bolívia, que prevê a liberdade de culto.
Curiosamente o presidente Evo Moralaes optou por ritos e feiticeiros incas em vez da Bíblia, pastores ou padres para cerimónias oficiais. Em 2016 o presidente participou num ritual indígena aimará para invocar chuvas no combate à pior seca do país em 25 anos.
Face a este quadro as igrejas, nos últimos dias, decidiram fazer uma campanha intensa de oração em todo o país, e isso, para já, fez recuar o presidente na sua decisão de promulgar o Novo Código Penal.
Deus, na Sua graça, está a atender as orações do Seu povo.




