04-08-10 - É preciso orar pelo presidente Obama
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Pareceria que com a crise devastadora do derrame de petróleo no Golfo, a real possibilidade de derrota ocidental no Afeganistão, a situação explosiva no Médio Oriente e a crise económica mundial, o presidente dos Estados Unidos convocaria os americanos para orações especiais em favor da protecção dos EUA e da paz e estabilidade para o mundo. Até agora, diferente de muitos dos presidentes anteriores, e principalmente diferente do seu antecessor passado, o presidente Obama não tem indicado que veja algum valor em recorrer a Deus em busca de ajuda especial em relação a esses perigos.
O ex-presidente George W. Bush, apesar das suas falhas, convocou os EUA à oração depois do ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, durante as consequências da devastação do Furacão Katrina, depois da explosão do Vai-Vem espacial Colúmbia e em muitas outras ocasiões. Essas convocações de emergência à oração aconteceram para além do anual “Dia Nacional de Oração”, oficialmente instituído em 1952. Mas mesmo nesse dia o presidente Bush sobrepujou o seu sucessor.
Durante os anos de Bush, além da proclamação anual do Dia Nacional de Oração, Bush realizou orações na Casa Branca, no Salão Oriental. Obama cancelou as orações do Salão Oriental da Casa Branca, assim como fez o presidente democrata antes dele, Bill Clinton.
Shirley Dobson, a prezada directora do grupo de trabalho do Dia Nacional de Oração respondeu ao desprezo de Obama dizendo: “Estamos desiludidos com a falta de participação do governo de Obama. Neste momento da história do nosso país, tínhamos a esperança que o presidente reconhecesse mais plenamente a importância da oração”.
Contudo, o presidente Obama instituiu uma cerimónia diferente no Salão Oriental da Casa Branca. Ele convidou os líderes dos grupos homossexuais de pressão política para celebrarem o “nascimento” do movimento homossexual.
É também importante notar que os tribunais, compostos por juízes que não foram eleitos pelo povo, estão também a tentar impedir convocações presidenciais à oração. Numa decisão de Abril de 2010 a juíza regional Barbara B. Crabb declarou inconstitucional o Dia Nacional de Oração.
Os Estados Unidos estão aparentemente a ser obrigados a ajoelhar-se por causa da crescente série de eventos sinistros que estão a colocar em perigo a sua segurança e estabilidade. Muitos estão a começar a sentir que há uma mensagem óbvia nessas calamidades — ou os EUA voltam a honrar os caminhos de Deus e recorrem à intercessão, como sempre foi feito no passado, ou esses perigos continuarão a aumentar, acabando por tragar a nação — mesmo apesar de enfrentarmos as crises com grandes recursos humanos.
O presidente Bush e muitos presidentes compreendiam a obrigação, em certas ocasiões, de exortar a nação inteira a orações urgentes e especiais. Agora a pergunta é: será que o presidente Obama e muitos dos líderes religiosos dos EUA também virão a entender e a agir suficientemente de acordo com essa obrigação, a tempo de impedir uma catástrofe? Precisamos de orar para que eles entendam.





