19-03-2018 - Convertido, ex-militante ateu explica as razões que o fizeram mudar de ideia

O jornalista Lee Strobel foi um militante ateu durante muitos anos. Quando a sua esposa se converteu, ele determinou-se a provar que o cristianismo era uma “fraude”. Durante dois anos entrevistou especialistas em várias áreas, incluindo História, Teologia e Arqueologia. Ao reunir todas as evidências, chegou à conclusão que estava enganado e converteu-se ao Senhor.
A sua história de vida foi tema de um documentário (2007) e do filme “Em Defesa de Cristo”. Quando alguns movimentos ateus começaram uma campanha para desacreditar a Páscoa por que este ano ela cairá no dia 1 de Abril, Strobel resolveu rebater as acusações infundadas do movimento do qual ele já fez parte.
Hoje pastor numa igreja e autor de vários livros sobre apologética, Strobel publicou um vídeo destacando as principais razões pelas quais podemos crer que Jesus Cristo realmente ressuscitou.
“Quando eu era ateu e trabalhava no jornal The Chicago Tribune, certamente teria achada graça o facto de a Páscoa neste ano cair na mesma data do ‘Dia das Mentiras’. Naquela época, achava que era uma mentira Jesus ter ressuscitado".
Ele contou que vai lançar um novo livro, chamado “Em Defesa dos Milagres: Um jornalista investiga as evidências do sobrenatural”. Por isso, decidiu destacar quatro importantes elementos que são provas da ressurreição de Cristo e que foram fundamentais para que ele “mudasse de ideia” quanto à veracidade da fé cristã.
“Eu descobri que não existe dúvidas, entre os estudiosos, que Jesus realmente estava morto depois de ser crucificado”, destaca, lembrando que a figura do chamado Jesus histórico não é contestada por eruditos sérios. Esse seria o primeiro aspecto.
Em seguida, lembrou que, mesmo que se olhe para a Bíblia apenas como um livro histórico – conforme a arqueologia já comprovou várias vezes – é possível concluir que havia “relatos da ressurreição, incluindo testemunhas oculares identificadas pelo nome, que morreram dando testemunho da ressurreição de Jesus”. Para o jornalista, isso tem um grande valor histórico, pois não faz sentido acreditar que tantas pessoas se sacrificariam em nome de uma mentira.
Em terceiro lugar, ele lembrou que “existem pelo menos nove fontes, dentro e fora do Novo Testamento, confirmando e corroborando a convicção dos discípulos de que eles se encontraram com o Jesus ressuscitado. Essa é uma avalanche de dados históricos”.
Citando relatos de historiadores romanos e registos da Igreja no primeiro século, todos confirmam os sofrimentos a que muitos foram submetidos simplesmente por proclamarem que Jesus havia morrido e ressurgido dos mortos.
“A ressurreição de Jesus não é um engano do dia das mentiras, é uma realidade histórica baseada não na mitologia, mas num sólido fundamento da verdade histórica”, declara Strobel no vídeo. Para ele, que por muitos anos foi ateu, a negação dos factos sobre Jesus deve-se, na maioria das vezes, à ignorância sobre as inúmeras provas históricas e arqueológicas sobre o que ocorreu no primeiro século. Muitas das coisas chamadas de “mito” pelos céticos partem de uma simples pressuposição ou preconceito.
Terminou lembrando que “Muitos cristãos hoje em dia têm vergonha de falar sobre a sua fé no sobrenatural, não querendo parecer loucos aos olhos de seus parentes e amigos. No entanto, as evidências bíblicas mostram-nos que os milagres não são apenas possíveis, mas que Deus ainda intervém no nosso mundo de maneiras inegáveis”.
- in The Christian Post




