27-03-2018 - Filmes que distorcem a Bíblia são fracasso de bilheteira

“Maria Madalena” sofre críticas enquanto “Paulo, apóstolo de Cristo” desponta como sucesso.
Depois que Mel Gibson “ressuscitou” os filmes bíblicos em 2004 com “A Paixão de Cristo”, Hollywood vem tentado acertar a mão nesse segmento, mas sem sucesso. Assim como “Noé” (2014), protagonizado por Russell Crowe, que distorceu o relato de Génesis e foi fracasso de bilheteira, “Maria Madalena” vai pelo mesmo caminho.
A atriz Rooney Mara interpreta o papel principal, enquanto Joaquin Phoenix vive Jesus no enredo que teve a sua estreia adiada nos Estados Unidos, país onde tinha a maior expectativa de público. Previsto para chegar aos écrãs perto da Páscoa, período em que supostamente as pessoas têm o interesse pela história de Jesus renovado, acabou por ser adiado indefinidamente.
Por enquanto, as críticas à produção nos países onde estreou são maiores do que os elogios. Ele está com média 45 no Metascore, um dos sites especializados em cinema mais consultados do mundo.
Vários pastores que tiveram acesso ao roteiro classificaram como “herético” e desaconselharam os crentes a vê-lo. O motivo é claro. No Reino Unido, a revista Variety descreveu o filme como “revisionismo feminista da Bíblia”.
Ao mesmo tempo, a longa metragem “Paulo, Apóstolo de Cristo”, que se mostra maioritariamente fiel ao relato bíblico [carecendo de confirmação], faz o caminho inverso. Com James Faulkner no papel principal e Jim Caviezel como o apóstolo Lucas, estreia esta semana nos EUA, apostando justamente na proximidade com a Páscoa. No Brasil, só chega no dia 3 de maio.
Segundo os seus produtores, já tem grande procura por ingressos antecipados e promete ser sucesso de bilheteira, considerando o seu orçamento mais baixo que a média.
O diferencial entre as duas produções sobre personagens bíblicos parece estar na motivação de cada diretor. Em “Maria Madalena”, Garth Davis tentou tirar o cristianismo do centro. “O filme apela para uma plateia não cristã, e nisso incluem-se muitas outras religiões. Espero que os temas do filme – família e a perseverança diante da tragédia – sejam compreendidos. Para nós, seria um fracasso se fizéssemos um filme que fosse interessante somente para os cristãos. Queremos levar essa incrível história a todo mundo”, afirmou.
Já Andrew Hyatt, explicou de onde saiu a sua inspiração. “Deus colocou no meu coração o desejo de contar a história de Paulo. Queríamos ter a certeza de que era um filme que contasse uma história verdadeira e confiável ao mundo”.
“Sempre confiei que Deus me ajudaria”, afirmou ele, enfatizando que um dos maiores desafios foi fazer um roteiro cinematográfico fiel às Escrituras (Será mesmo?). Para isso, realizou uma profunda pesquisa histórica e baseou-se em Atos dos Apóstolos.
Segundo explicou, “às vezes o público fica decepcionado com os filmes sobre a Bíblia feitos em Hollywood, porque não refletem o significado da fé”.
- in Patheos e ACI Prensa




