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Servindo entusiasticamente,
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José Jacinto Carvalho

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26-04-2018 - Rabino de Jerusalém não reconhece Estado de Israel

Rabbi hirsh

 

     O líder do movimento Neturei Karta organiza protestos e campanhas para pedir que Israel desapareça. Para ele, o verdadeiro Estado só virá com a chegada do Messias. (E ele está absolutamente certo, como explicamos na NOTA final).

     Quando o rabino Meir Hirsch, 63, fala sobre o país em que vive, sinaliza aspas invisíveis com as mãos: “o Estado de Israel”. Ele não reconhece a fundação dessa nação em 1948. Segundo a sua crença, o verdadeiro Estado só virá com a chegada do Messias.

     "É muito importante fazer uma distinção clara entre judaísmo e sionismo. Apesar dos dois termos estarem a ser usados de forma intermtável nos dias modernos, a ponto de se tornarem sinónimos, o judaísmo e o sionismo são tão estranhos um ao outro quanto o dia e a noite, o bem e o mal", diz ele.

      Para entender o sionismo, deixe-me primeiro definir o judaísmo. O judaísmo é a fé do povo judeu. Está enraizado na revelação no Sinai, onde a Torá foi dada por Deus ao homem. Através dos séculos estudiosos e santos judeus explicaram a lei. Essas explicações também fazem parte da nossa tradição. Essa definição de judaísmo foi universalmente aceita pelo povo judeu até o alvorecer do chamado Iluminismo na Europa. Na esteira do abandono em massa de Deus, muitos judeus, assim como muitos cristãos e muçulmanos em todo o mundo, chegaram ao ponto de rejeitar as suas crenças.

     Foi no espírito de criar uma religião artificial que nasceram movimentos como o judaísmo reformista, conservador e reconstrucionista. Esses movimentos tinham em comum o fato de rejeitarem alguns, muitos ou todos os fundamentos da fé da Torá.

     Um dos princípios centrais da Torá é que o Criador recompensa e pune a humanidade. E é aqui, meus amigos, naquelas profecias do Antigo Testamento, que a briga entre o judaísmo e o sionismo começa.

     Por fim, os horrores preditos pelos Profetas vieram a acontecer. Os judeus foram exilados da terra. O primeiro exílio, também conhecido como cativeiro babilónico, durou 70 anos. Por uma série de eventos miraculosos, as pessoas voltaram à terra. Esta segunda entrada na terra levou à reconstrução do Templo. O Segundo Templo permaneceu de cerca de 2500 anos atrás até cerca de 1900 anos atrás, depois este também foi destruído. Desta vez, a causa foi mais uma vez o retrocesso das pessoas.

     Mas as profecias da desgraça foram acompanhadas de promessas de consolo. O exílio não seria para sempre. Haveria anos de dispersão, muitos deles sofreram sob perseguição. No entanto, havia a promessa de que o povo ainda retornaria à Terra. Mas esse retorno não deveria estar sob controle humano. Seria anunciada pelo advento de Elias, o Profeta, e acompanhada de muitos milagres. E, desta vez, a redenção não seria apenas para o povo judeu, mas sim para todos os homens. Todas as nações deixariam de praticar a guerra. Todos se regozijariam juntos no cuidado do Criador. Não haveria falta ou privação física. Seria um tempo de fraternidade espiritual, todos os homens unidos no serviço Divino.

     Assim, na queima do Segundo Templo, o povo judeu foi enviado para um exílio que se estende até hoje. Por dois mil anos, os judeus oraram pelo fim do exílio e pela redenção do mundo inteiro.

     Eles foram ensinados pelos Profetas e Sábios subsequentes que o exílio deles era uma expiação dos seus pecados. Isso significava que o único caminho razoável e permissível para acabar com o exílio era arrependimento e oração.

     Sugerir que alguém poderia usar meios políticos ou militares para escapar ao decreto do Criador era visto como heresia, como uma negação da mordomia Divina sobre o pecado e o perdão. E assim, à medida que os séculos passavam, o povo judeu orava e aguardava os eventos miraculosos de redenção. Ao longo desses longos anos, nenhum judeu sugeriu - e isso entre um povo que estuda os seus textos sagrados constantemente e escreveu sobre eles volumosamente - que o exílio poderia ser terminado por meios humanos.

     Theodore Herzl e um punhado de outros, todos ignorantes ou não-observantes da Torá, foram aqueles que primeiro sugeriram que os homens deveriam fazer o que Deus não escolheu nem ordenou.

     Esses primeiros sionistas foram imediatamente combatidos pela liderança rabínica daquela época.

     A oposição baseou-se em várias suposições de que se destaca:

     1) O próprio conceito de sionismo era uma refutação da crença tradicional da Torá no exílio como castigo e redenção e como dependente da penitência e da intervenção divina.

     2) Os sionistas eram esmagadoramente irreligiosos. Como aqueles que rejeitam o judaísmo podem ser líderes judeus? Os seus instintos naturais foram o de erradicar a Torá e sua observância.

      Hirsch é o líder do movimento Neturei Karta, criado em 1938 para se opor ao projeto sionista de erguer um país no que era então o território otomano da Palestina. Ele organiza protestos e campanhas internacionais para pedir que Israel — que celebra 70 anos de existência como atual estado — desapareça.

     O rabino recebeu a equipa de reportagem do jornal Folha de S. Paulo em sua casa. É um dos redutos mais religiosos de Jerusalém, onde vivem comunidades herméticas de israelelitas que seguem à risca as regras da tradição judaica. Aos sábados, o seu dia sagrado, as ruas são bloqueadas aos carros.

     Hirsch é um morador incomum de Mea Shearim. Há um adesivo em sua porta que diz “sou judeu, mas não sionista”.

     “A ONU decidiu dar um Estado aos judeus como uma compensação depois que a Alemanha matou seis milhões de nós no Holocausto”, afirma. “Mas os palestinos foram expulsos daqui. Como eles puderam pagar a dívida de um povo usando a conta de outro?”

     O Neturei Karta é um ramo reduzido do judaísmo, com 10 mil famílias em um universo de 6,5 milhões de judeus no país.

     Do ponto de vista religioso, os seguidores creem que há uma proibição clara à criação de um Estado judeu até que o Messias volte ao povo de Israel.

     O Neturei Karta foi contra o estabelecimento do país em 1948 também por acreditar que um Estado secular prejudicaria os judeus. O “Estado” —Hirsch volta a fazer aspas com as mãos— fez com que os judeus deixassem de seguir as suas tradições. “Hoje os israelelitas são um povo sem cultura judaica.”

     Há ainda razões morais para não reconhecer o país, diz o rabino. “Como é que nós, que morremos aos milhões no Holocausto, viemos para esta terra para matar outro povo? É um absurdo.”

- in Gazeta do Povo e The Levante News

NOTA:

CMO 29OUT17b

     A criação do Estado de Israel em 1948 não foi cumprimento de nenhuma profecia

     A criação do Estado de Israel em 1948 não foi cumprimento de nenhuma profecia. No próximo dia em 14 de maio de 2018 faz 70 anos que o atual estado de Israel foi criado por força de uma resolução da ONU em 14 de maio de 1948 por influência dos ingleses, e muitos já andam numa onda de histeria infundamentada por causa desse acontecimanto.

     A atual existência do estado de Israel deve-se à Inglaterra e à ONU. Porquê? Porque sim. Porque foi exatamente isso que aconteceu – é histórico. Não foi um movimento divino, pois não foi um movimento em fé, mas em incredulidade. Os mesmos homens que os colocaram ali ontem poderão retirá-los de lá amanhã, de um momento para o outro. As coisas a esse respeito já estiveram mais difíceis de poder acontecer. Israel está cada vez mais isolada no concerto das nações. E depois, se tal acontecer, o que dirão os “falsos profetas”? A história está recheada de escombros de peritos em profecia que caíram no ridículo e descrédito.

     No cumprimento real da profecia bíblica o regresso dos Judeus à sua Terra será EM FÉ, será claramente operado por Deus e o Senhor Jesus Cristo será o seu Rei – não um governo de INCRÉDULOS.

     O Israel de hoje não é o Israel do verdadeiro cumprimento das profecias. A nação de Israel está caída, nesta dispensação. Romanos 9-11 descreve a queda espiritual de Israel. O cumprimento profético exige que Israel receba posição de destaque político e espiritual – que atualmente não tem.

     Muitos crentes professos apontam a criação do Estado de Israel em 1948, como um cumprimento da profecia. No entanto, aqueles Judeus foram reunidos por forças geopolíticas que rejeitam o Messias. A criação do estado de Israel foi feita EM INCREDULIDADE.

     Quando Israel voltar à sua terra será num movimento de FÉ (Deut. 30:1-10; Zac. 10:8-12), não em incredulidade, como aconteceu em 1948. Quando a profecia de Deut. 30.3 se cumprir Eles não voltarão apenas à sua Terra, mas ao Senhor. Os Judeus que estão hoje na Terra não voltaram ao Senhor. “E buscar-Me-eis, e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos transportei” (Jer. 29:13,14).

     Em Ezequiel 36:22-26 vemos que os Israelitas que voltam à sua Terra em cumprimento da profecia são verdadeiros crentes, verdadeiramente santificados. Os que agora estão em Israel nem sombra pálida são dessa realidade.

     Quando os Israelitas voltarem à Sua Terra de acordo com o verdadeiro cumprimento das profecias Deus diz que eles tomarão uma enorme área que Ele prometeu a Abraão e à sua semente (Deut. 11:24) e não a um pedacito de Terra insignificante, como a que os homens lhes deram em 1948.

     Quando Deus levar o Seu povo para a sua Terra em cumprimento real das profecias Ele não deixará nenhum Judeu para trás (Ezeq. 29:28). A maioria dos Judeus existentes no mundo ainda estão atualmente “sepultados” nas nações. Atualmente há mais Judeus fora de Israel que lá dentro. O que aconteceu não foi cumprimento das profecias divinas.

     A criação do moderno Estado de Israel não é um cumprimento da profecia bíblica. Não foi Deus que criou Israel atual, mas a ONU. Deus não é a ONU. Quando Deus reunir o Seu povo na Terra que lhes prometeu dar, usará os Seus anjos para o efetuar (Mateus 24:31). Deus não precisa de ajuda humana para o cumprimento das Suas promessas. E Ele reunirá crentes e não incrédulos. Para que é que Deus ia reunir os incrédulos que estão em Israel desde 1948? Porém, está definido para que é que Ele vai reunir os que creem quando o Senhor voltar.

     “Os mansos herdarão a terra”, disse o Senhor Jesus Cristo aos Seus discípulos na Magna Carta do reino dos céus (sermão da montanha) em Mateus 5:5. Mas onde é que vemos qualquer indício de "mansidão" na conduta dos Judeus atualmente? Jesus também disse: “Bem-aventurados os pacificadores” (ver. 9). Mas os judeus atualmente em Israel são belicistas; não fazedores de paz. O mundo tem experimentado apenas tumulto desde a criação de Israel em 1948.

     Contudo, o estado de Israel que será cumprimento da profecia bíblica conhecerá verdadeira paz. “… converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices: não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear” (Isaías 2:4).

     Em Mateus 23:38 Jesus disse aos Judeus incrédulos, “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta. Porque eu vos digo que desde agora Me não vereis mais, até que digais: Bendito O que vem em nome do Senhor” (Mateus 23). Vemos assim que os judeus só podem realmente cumprir a profecia bíblica, arrependendo-se dos seus pecados e confessando o nome do Senhor Jesus Cristo – algo que ainda não fizeram.

     Nota final: A nossa grande preocupação – sejamos sábios – não é saber se Israel está, ou não, onde Deus quer que estejam, mas nós sabermos, espiritualmente falando, se nós próprios estamos, como membros do Corpo de Cristo, onde Deus quer que estejamos.

- C.M.O.

FRUINDO DA ADMIRÁVEL GRAÇA DE DEUS,
A NOSSA MISSÃO É AJUDAR TODOS 
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"... vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão" (2 Coríntios 6:1).
Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus ... (Efésios 3:2)
"... que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar
a ação de graças para glória de Deus" (2 Coríntios 4:15).
"Porque pela graça sois salvos ..." (Efésios 2:8).

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