27-04-2018 - Google bloqueia anúncios sobre Jesus e referências bíblicas, denuncia editora cristã

Denúncia vem na esteira de proibições similares de gigantes como Facebook e Twitter.
O diretor de uma editora luterana denunciou a Google por não aceitar veicular propaganda relacionada com o site da sua organização “por causa da fé que professamos”.
Bruce Kintz, da Concordia Publishing House (CPH), ligada aos luteranos conservadores dos EUA, expressou a sua indignação publicamente após ser informado que o serviço de publicidade online da Google não promoveria o site da CPH devido à presença de certos ‘itens religiosos’ na página.
Conforma revelou Kintz, a empresa recebeu um e-mail a avisar que a Google não “aceitaria mais nada relacionado com o domínio cph.org”. Um dos responsáveis pelo sistema de publicidade da Google AdWords deixou claro à CPH que as referências a Jesus e à Bíblia levaram à “desaprovação “de seus anúncios.
“É uma batalha difícil, mas a nossa missão e os nossos clientes valem a pena”, enfatizou o diretor. “É por isso que estamos aqui.”
Um porta-voz da Google disse ao The Christian Post que a empresa não “censura organizações cristãs”, mas que, para “proteger a privacidade do utilizador, a Google AdWords tem políticas que “restringem a forma como os anunciantes podem usar os dados para exibir e personalizar anúncios para os utilizadores”.
Segundo as regras da empresa, está proibido “o uso de crença religiosa pessoal para segmentar utilizadores para publicidade”.
De acordo com a Concordia Publishing House, os anúncios reprovados pela Google usavam o nome Jesus e faziam propaganda de Bíblias, utilizando versículos em destaque. A sugestão do representante da Google é que eles anunciassem “um tipo diferente de produto”, sem teor religioso.
Kintz afirma que eles não “sacrificarão” as suas crenças para cumprir os requisitos da Google. “Não é nenhum segredo que a sociedade está a tornar-se cada vez mais hostil à fé cristã. Essa crescente hostilidade torna a nossa missão de proclamar a nossa fé através de livros, Bíblias e todo material que produzimos ainda mais importante”, afirmou. “Continuaremos a proclamar a fé porque sabemos, sem sombra de dúvida, que a Palavra do Senhor é eterna".
Essa denúncia vem na esteira de outras similares, onde gigantes da tecnologia, como o Twitter e o Facebook, têm suprimido o alcance de páginas conservadoras e cristãs, também proibindo a veiculação de publicidade religiosa nas suas plataformas.
- in Gospel Prime




