13-08-10 - Ex-ateia: O Cristianismo faz realmente sentido
Holly Ordway (foto ao lado) era uma ateia altamente qualificada que pensava que o Cristianismo era uma "curiosidade histórica" ou "uma mancha na civilização moderna", ou ambas as coisas."As pessoas inteligentes não se tornem Cristãs", pensava, de acordo com a Universidade Biola.
A sua visão de mundo, no entanto, começou a mudar aos 31 anos. Ela relata a sua viagem do ateísmo para o Cristianismo no recém-lançado livro, Not God’s Type: A Rational Academic Finds a Radical Faith (Não do tipo de Deus: Uma Académica Racional Encontra Uma Fé Radical).
"Não é uma questão leve encontrar Deus depois de O ter negado toda a vida", escreve ela no livro. "Vir a Ele foi apenas o começo. Eu posso apontar para o dia e hora e local da minha conversão, e, ainda assim, desde então, tenho vindo a compreender que Ele me chama para uma conversão renovada todos os dias."
"A religião parecia uma história que as pessoas contavam a si mesmas, e eu não tinha nenhuma prova em contrário", disse ela em entrevista à Universidade Biola, onde ela está a tirar o seu segundo mestrado MA em Apologética Cristã.
Para ela, a Bíblia era uma colecção de lendas e mitos - nada diferente das histórias de Zeus ou da Cinderela.
"Eu era uma professora universitária - lógica, intelectual, racional - e uma ateia", escreve ela.
Embora ela soubesse quase nada sobre o Cristianismo, começou a zombar dos Cristãos e a depreciar a sua fé, inteligência e carácter.
“Era divertido considerar-me superior às massas ignorantes, supersticiosas, e fazer comentários sarcásticos sobre os cristãos", escreve Ordway.
Ela estava convencida de que a fé, por definição, era irracional.
Convites evangélicos para "vir a Jesus e receber a vida eterna" soava como "acreditar em algo irracional para receber um prémio."
"Eu pensava que sabia exactamente o que era a fé, e assim eu não quis olhar mais além", escreve ela. "Ou talvez eu estivesse com medo que houvesse mais do que eu estava disposta a acreditar - mas eu não queria lidar com isso. Era, de longe, mais fácil ler apenas livros escritos por ateus que me diziam o que eu queria ouvir - pois eu era muito inteligente e intelectualmente honesta e moralmente superior aos pobres, iludidos Cristãos.
"Eu tinha construído à minha volta uma fortaleza de ateísmo, seguro contra qualquer ataque desferido pela fé irracional. E eu vivia nela, sozinha."
Ordway não buscava Deus. Ela não acreditava que ele existisse. Mas ela começou a ser atraída a questões de fé.
Uma das razões do seu interesse, ela explica, é que sua “visão naturalista do mundo era insuficiente para explicar a natureza da realidade de uma forma coerente: ela não conseguia explicar a origem do universo, nem conseguia explicar a moralidade".
"Por outro lado, a visão teísta do mundo era uma explicação tanto consistente como poderosa: oferecia uma explicação convincente, racional, coerente, e lógica para tudo o que a visão naturalista do mundo explicava acrescida de todas as coisas que a visão naturalista do mundo, não conseguia explicar."
Após uma série de conversas com um mentor e de se expor aos escritos de autores como J. P. Moreland e William Lane Craig, Ordway deixou de negar Deus e entregou-se a Cristo.
"Fiquei surpresa ao descobrir que o teísmo Cristão tinha significativamente melhor poder explicativo do que naturalismo ateu, em termos de explicar a razão do mundo estar do jeito que está, e no esclarecimento das minhas próprias experiências nele", contou ela, de acordo com a Universidade Biola. "Aprender mais sobre a Encarnação e sobre Deus, a Santíssima Trindade, reforçou ainda mais a minha confiança de que o Cristianismo realmente faz sentido de uma maneira que mais nada faz".
Ela descobriu que a "declaração sem rodeios de S. Paulo é que o Cristianismo se baseia nos eventos testemunhados historicamente da morte e ressurreição de Cristo", que "a teologia e a filosofia oferecem respostas concretas" às suas perguntas, não sendo um apelo à fé cega, e que "A história da Igreja não se conformava à [sua] imagem da fé cristã como uma ficção de serviço egoísta, politicamente útil".
O seu orgulho intelectual estava quebrado e ela foi humilhada pela bondade de Deus ao começar a ver-se como pecadora.
"Eu não creio porque eu gosto da ideia e quero que ela seja verdadeira. Eu não creio porque penso que o Cristianismo faz sentido intelectualmente (apesar de ter sido um alicerce necessário para a minha fé). Na verdade, eu não diria que ‘creio’ em Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, ou que ‘creio’ que tenho uma relação pessoal com Ele: Eu diria que sei que estas coisas são verdade", declarou enfaticamente a ex-ateia em num blog.
Ordway actualmente reúne-se com crentes no sul da Califórnia, onde ela diz que tem crescido na fé Cristã. Ela espera que o seu livro ajude os Cristãos - que podem estar familiarizados com as ideias que os ateus crêem, mas não compreendem como é crer naquelas coisas - no seu evangelismo.
Oferecendo algumas dicas aos que abordam os ateus, ela disse: "Realmente, não importa se gostamos ou não do Cristianismo; o que importa é, será ele verdade? Esta abordagem pode não se repercutir em todos, mas foi o que me abriu a porta a mim."
Além disso, o discipulado é crítico, disse ela.
"Eu acho que um dos elementos centrais do meu próprio discipulado tem sido até agora o foco dos meus pastores sobre a Cruz", disse ela na entrevista à Universidade Biola. "O caminho de Jesus é o caminho da cruz. É terrivelmente doloroso alguém abandonar seus pecados e vontade própria, permitir que o velho eu seja crucificado com Jesus ... e eu tenho estado muito grata aos meus pastores que reconhecem o quão difícil e doloroso, pode ser caminhar esta jornada cristã. Porém o caminho da cruz é também o modo de vida e paz ".




