06-05-2018 - Presidente dos EUA é criticado por dizer que “A fé é mais poderosa do que o governo e nada é mais poderoso do que Deus”

Depois que o presidente Donald Trump ter comemorado na passada quinta-feira (3) o Dia Nacional de Oração na Casa Branca nesta, ele assinou uma ordem executiva, criando uma “inciativa de fé”, que seria um programa federal visando estimular as atividades de grupos religiosos.
No seu discurso no evento, Trump fez várias declarações, mas a frase “A fé é mais poderosa que o governo e nada é mais poderoso que Deus” não caiu bem para seus opositores. Para alguns políticos, a frase seria uma admissão de que o governo do republicano é “fraco”.
Ao mesmo tempo, parte dos media americanos alega que o presidente está a violar a separação entre Igreja e Estado. Curiosamente, os mesmos meios de comunicação no passado elogiavam Barack Obama sempre que ele pedia mais “tolerância” para com os muçulmanos e destinou milhões de dólares para programas “humanitários” em países do Médio Oriente, sem que houvesse qualquer fiscalização de como esses fundos eram utilizados.
A ordem executiva de Trump dá força aos "que trabalham na promoção de programas comunitários, oferecendo soluções mais efetivas para a pobreza e cobrindo quaisquer falhas do poder executivo em garantir a proteção à liberdade religiosa”.
Oração é comum na Casa Branca
Em entrevista à rede CBN, o vice-presidente Mike Pence explicou que a ideia é garantir que o governo federal seja “parceiro” de grupos religiosos em vários programas.
Ao ser criticado por estar beneficiando apenas cristãos, Pence disse que a iniciativa não é restrita a uma única confissão, mas que é natural que beneficie a religião maioritária dos americanos.
Ao falar sobre as acusações de hipocrisia, por Trump celebrar o Dia Nacional de Oração enquanto é acusado de comportamento sexual indevido, em relacionamentos com atrizes porno, Pence diz que as pessoas não conhecem os factos todos.
“As orações ocorrem regularmente na Casa Branca. Essa é uma das coisas mais significativas para mim, sejam reuniões públicas ou não, já perdi a conta do número de vezes que o presidente me deu um toque, ou deu um toque a outro membro do gabinete e disse: ‘Vamos começar este encontro com oração’”, revela.
Veja as declarações:
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