13-05-2018 - Missionários libertados pela Coreia do Norte são recebidos pelo Presidente dos EUA

O três coreanos-americanos libertados pela Coreia Norte chegaram aos Estados Unidos na madrugada da passada quinta-feira (10). Eles foram acompanhados pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, que foi buscá-los pessoalmente.
Embora a maior parte da imprensa tenha ocultado, todos os presos eram missionários e foram condenados porque pregavam o Evangelho, o que tem sido proibido pelo regime comunista e considerado um ato de traição.
O trio foi recebido pelo presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence à porta do avião, assim que aterraram na base de Andrews da Força Aérea, perto da capital, Washington.
Kim Hak-song, Kim Sang-duk e Kim Dong-chul foram libertados na quarta-feira (9), quando Pompeo se reuniu com o líder norte-coreano Kim Jong-un para acertar os detalhes da reunião de Kim com Trump. O local e a data foram definidos.
A agência de notícias norte-coreana KCNA divulgou que Kim aceitou o pedido dos Estados Unidos para libertar os presos que têm nacionalidade norte-americana e concedeu-lhes amnistia total. A expectativa é que a Coreia do Norte acabe com a perseguição religiosa após a abertura política e o acordo de paz com a vizinha Coreia do Sul, após cerca de 70 anos de guerra.
“Gostaríamos de expressar a nossa profunda gratidão ao governo dos Estados Unidos, ao presidente Trump, ao secretário Pompeo e ao povo dos Estados Unidos por nos trazerem para casa. Agradecemos a Deus e a todas as nossas famílias e amigos que oraram por nós e pelo nosso retorno”, disseram os três num comunicado divulgado à imprensa.
Todos são missionários
Tony Kim, também conhecido como Kim Sang Duk, de 59 anos, foi professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang. Ele estava detido desde 22 de abril de 2017, acusado de “cometer atos criminosos de hostilidade destinados a derrubar o governo norte-coreano”. Embora não oficialmente, ele atuava como missionário, como todos os funcionários estrangeiros da Universidade, fundada e mantida até hoje por uma organização cristã bíblica norte-americana.
Kim Hak Song, 55 anos, também trabalhou na Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang antes da sua detenção em 6 de maio de 2017. Ele foi preso, sob suspeita de cometer “atos hostis” contra o governo do país. Em entrevista concedida antes de ser preso, ele admitiu que o seu trabalho como professor era uma maneira de conseguir ficar no país, mas que ele se via como um missionário.
Kim Dong Chul, 64 anos, foi preso em outubro de 2015 e cumpria um mandado de 10 anos com trabalhos forçados por “espionagem”. Ele é pastor e, na sua “confissão” pública, Kim admitiu ser culpado de tentar espalhar o cristianismo entre os norte-coreanos.
A expectativa é que a libertação destes três cristãos seja o prenúncio de uma abertura na Coreia do Norte na questão da liberdade religiosa.
- in Associated Press e Reuters
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