12-08-2018 - Arqueólogos escavam a antiga Siló: “A Bíblia não é mitologia”

"Estamos lidando com pessoas reais, lugares reais, eventos reais", afirma doutor, mostrando os achados.
Geograficamente no coração do Israel bíblico, Siló – que hoje é um sítio arqueológico – foi a capital do país durante cerca de 300 anos. O motivo de sua importância para a história do país é que este é o lugar onde Josué distribuiu a Terra Prometida para as 12 tribos de Israel. E onde o Tabernáculo permaneceu, fazendo com que fosse considerado “solo sagrado”.
O Dr. Scott Stripling, arqueólogo que lidera as escavações arqueológicas em Siló, explica que: “Esta foi a primeira capital do antigo Israel. É um local sagrado porque o Mishkan [Tabernáculo] estava aqui, para onde as pessoas vinham esperando ligar-se a Deus”.
“Estamos lidando com pessoas reais, lugares reais, eventos reais”, continuou ele. “Os relatos [bíblicos] não são mitologia. As moedas que escavamos hoje são de Herodes, o Grande; Pôncio Pilatos; Festo; Félix; Agripa I e Agripa II. A Bíblia fala sobre essas pessoas. Nós temos a imagem bem aqui”.
Essa “imagem” que ele se refere inclui um muro fortificado construído pelos cananeus. A equipa de arqueólogos encontrou um verdadeiro tesouro de artefatos ali, que inclui moedas antigas e cerca de 2.000 peças de cerâmica.
“Isto foi ontem”, disse ele. “Estas são as alças dos vasos de pedra. Lembra o primeiro milagre de Jesus em Caná? Havia talhas de pedra cheias de água. Essa era a cultura ritual da purificação do primeiro século”.
Mesmo um arqueólogo como Dr. Stripling acredita que escavar locais bíblicos pode mudar a sua vida. "Pode ler a Bíblia, pode andar pelos lugares da Bíblia, mas o último passo é cavar a Bíblia”, compara. “A areia está no nosso corpo, na nossa boca e nariz… Torna-se quase uma parte de si. É como se ao cavarmos o solo, nos liguemos a Deus e uns aos outros, penso eu, de uma maneira muito importante.”.
Abigail Leavitt, aluna da Universidade de Pikeville (EUA), é uma voluntária que trabalha na escavação como “registadora de objetos”. Ela testemunha: “Eu leio a Bíblia de uma forma totalmente diferente da que fazia antes de vir para cá. Agora que conheço os lugares, sei o que está acontecendo. Eu entendo mais profundamente a Bíblia, especialmente os relatos sobre os locais que os arqueólogos antigamente afirmavam que a arqueologia refuta. Mas quando cavamos aqui, descobrimos que tudo combina. Lê na Bíblia, cava na terra e está tudo ali”.
Conforme lembra o Dr. Stripling, as descobertas mais recentes mudaram a compreensão histórica sobre vários relatos bíblicos que foram defendidas por muitos anos. “A arqueologia não se propõe provar ou refutar a Bíblia. O que queremos é iluminar o texto bíblico, dar o pano de fundo do texto, para exibir a cultura do mundo real, no que chamamos de verossimilhança”, destaca.
Encerrou dizendo que, em última análise, “se a Bíblia é verdadeira, então o Deus da Bíblia tem uma reivindicação moral nas nossas vidas. Quando estabelecemos a veracidade do texto bíblico – espero que todos pensem nisso – vemos que Deus nos ama e tem uma reivindicação moral nas nossas vidas”.
- in CBN




