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Servindo entusiasticamente,
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José Jacinto Carvalho

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16-09-10 - 79% dos britânicos indiferentes à visita do Papa

papa_uk.jpg     A visita de Bento XVI ao Reino Unido deixa indiferentes 79 % dos britânicos, enquanto 76 % acham que o contribuinte não a devia financiar, de acordo com uma sondagem divulgada há dias.

     A sondagem, realizada junto de 2005 adultos, no mês de Agosto, mostra que "a população britânica tem claramente um problema com o financiamento da visita papal", reconheceu Paul Wolley, director de Theos, um centro de reflexão teológica que encomendou a sondagem. A contribuição oficial britânica será de cerca de 15 milhões de euros, enquanto a Igreja ficará responsável por custos até 12 milhões.

     Num país com apenas 10% de católicos, o elevado custo da visita papal está a ser alvo de polémica.

     De acordo com a pesquisa, três católicos em quatro apoiam a visita de Bento XVI, mas apenas 6 % tencionam assistir aos eventos organizados – e a pagar – durante os quatro dias da visita.

     A deslocação de Bento XVI ao Reino Unido a partir de hoje,16, será a primeira visita de Estado de um Papa ao país. Este é mais um factor do actual declínio espiritual do Reino Unido, apesar da percentagem de indiferença relativamente a esta visita. Até há pouco tempo seria impensável um papa ir ao reino Unido.


História

     Não se sabe exatamente quando o Cristianismo se estabeleceu nas Ilhas Britânicas, mas é certo que já existia antes do século III, possivelmente a partir de missionários fugidos das perseguições às quais os primeiros Cristãos estavam sujeitos. Os primeiros registos da presença cristã naquela região foram feitos pelo historiador e escritor Tertuliano, no ano de 208 d.C. Mais tarde, no concílio de Arles, realizado em 314 d.C. na França, compareceram três bispos de uma Igreja que existia na Inglaterra sem o conhecimento da Igreja Romana.

     A primeira Igreja Cristã organizada nas Ilhas Britânicas é a Igreja Celta. O povo Celta já habitava esta região antes mesmo da invasão anglo-saxônica. Esta Igreja, resistindo ao paganismo destes invasores, conseguiu manter uma Igreja Cristã independente, com organização monástica e tribal, sem nenhuma relação com a Igreja de Roma ou qualquer outra, embora mostrasse alguns hábitos e costumes orientais.

     No ano de 595 d.C., o Papa Gregório I, também conhecido como Gregório Magno, o Grande, mandou uma comissão de monges, chefiada pelo monge Agostinho, prior do Convento de Santo André, na Cecília, para converter a Inglaterra ao Catolicismo. Agostinho foi o primeiro arcebispo de Cantuária, figura centralizadora da Comunhão Anglicana, e passou a ser conhecido como Agostinho de Cantuária. Boa parte dos costumes celtas cederam à dominante forma romana e latina do cristianismo ocidental.

     Em 1534, a Igreja da Inglaterra (Anglicana) separou-se em definitivo da Igreja Católica Romana, por iniciativa do rei Henrique VIII, valendo-se da questão com o Papa Clemente VII, relacionada com o pedido de anulação de seu casamento com Catarina de Aragão.

     Esta separação, não obstante tenha acontecido por interesses pessoais e políticos, era um velho sonho da Igreja da Inglaterra, que nunca tinha aceito plenamente a dominação Romana. Não se pode, portanto, atribuir a Henrique VIII o título de fundador da Igreja Anglicana.

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"... vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão" (2 Coríntios 6:1).
Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus ... (Efésios 3:2)
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a ação de graças para glória de Deus" (2 Coríntios 4:15).
"Porque pela graça sois salvos ..." (Efésios 2:8).

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