24-09-10 - Tanzânia: tribo Masai está a voltar-se toda para Cristo
A Tanzânia alberga uma das jóias que coroam África, o majestoso monte Kilimanjaro. Erguendo-se a cerca de 6 mil metros, o Kilimanjaro é a montanha mais alta do continente Africano. Mas junto ao Kilimanjaro há algo que se ergue muito mais majestoso - o som de antigas vozes tribais que louvam a Deus.A Tanzânia é o lar de milhares de nativos da tribo Masai. Altos, esguios e atléticos, esta gente pastoril pitoresca cobriram durante séculos os vastos espaços abertos ao longo da costa leste de África. Eles vivem quase da mesma forma que os seus antecessores durante muitos séculos. A pecuária é a sua subsistência. A espada e o arado são ferramentas essenciais para a sua sobrevivência.
Resistência a Deus
Antes resistiam ao Evangelho, mas agora os Masai estão a passar por uma renovação.
Michael Lomaya, um boieiro do lugar comenta: eu fui salvo, eu nasci de novo! As cadeias do cativeiro soltaram-se.
Durante séculos, essas cadeias ataram os Masai a diferentes práticas e tradições religiosas perigosas. A poligamia, a promiscuidade, o adultério, a feitiçaria e a circuncisão de homens e mulheres têm sido parte da vida dos Masai.
À medida que a comunidade Masai tem vindo a aceitar Jesus Cristo, muitas das suas tradições antigas têm sido abandonadas. Luka Lykela um dos aldeões dos Maasai disse: "Eu tinha três esposas. Agora eu só tenho uma. Tendo Jesus na minha vida significa que tenho de abandonar tais práticas."
Mary Engala, outra moradora disse: "Nós adorávamos muitos deuses na cultura Masai. Mas por causa de Cristo, agora temos deixado de adorar esses deuses."
Recolha de maus frutos
Mas o Masai ainda estão a colher os frutos de algumas das suas práticas tradicionais. A SIDA ceifou muitas vidas dos Masai. Uma das principais razões para o vírus se espalhar tem sido o baile Esoto.
Os Masai fazem com frequência estes bailes para celebrar a vida adulta e a fertilidade. No entanto, o Esoto levou-os a partilhar as suas esposas e a espalhar este vírus mortal na comunidade.
"Há muitas pessoas que estão a morrer, e a maioria são jovens", diz uma jovem Masai.
A Visão Mundial, um grupo Cristão humanitário, associou-se aos Masai para lhes ensinar a importância da abstinência e do amor de Cristo, quando se confrontam directamente com o seu estilo de vida.
O chefe Masai diz: "O sexo é um grande problema na nossa comunidade. Houve muitas coisas ruins que fizemos na nossa comunidade de que não posso falar, mas a verdade é que estas tradições têm parado."
Muitos, como Paulina Lysa, crêem que estas reuniões e a influência da igreja têm ajudado a aumentar a consciência e a reduzir a taxa de mortandade: "Os números estão a diminuir. Visitámos lugares públicos, visitámos as igrejas, todos os lugares onde se juntam pessoas e falámos-lhes sobre a SIDA. Nós também levamos uma mensagem de esperança ".
Devido ao crescimento da educação sobre a SIDA e a tomada de consciência, hoje o baile Esoto é feito somente em duas das sete cidades Masai ao redor Mererani. Hoje esta mesma gente que antes estava atada a tradições obscuras e rituais como o baile Esoto agora salta de alegria, cantando louvores ao ritmo de um tambor diferente.




