29-10-2018 - Capelão Cristão acusado de terrorismo foi proibido de evangelizar na prisão, em Londres

Um capelão cristão foi forçado a deixar de dar aulas bíblicas numa prisão de Londres, depois que muçulmanos usurparam a sua posição. No entanto Paul Song foi reintegrado recentemente pelo presídio masculino HMP Brixton, após uma revisão independente.
O capelão cristão foi inicialmente afastado após ser acusado por um capelão muçulmano de ser um “terrorista”, segundo o site britânico The Mail. Song, por outro lado, afirma que os jihadistas radicais “que apoiaram o Estado Islâmico”, usurparam as suas aulas bíblicas e influenciaram o funcionamento da prisão.
“Os meus cursos eram frequentemente interrompidos. Dois ou três deles vinham às minhas aulas e falavam sobre coisas diferentes, como as ações de homens-bomba que poderiam ser justificadas. Não havia nada que eu pudesse fazer”, lembrou ele.
Song, que nasceu na Coreia do Sul, conta que ele sofreu abusos raciais e foi atacado por causa da sua fé cristã pelos militantes islâmicos. “Era obsceno”, disse o capelão. Ele acrescentou que outros capelães voluntários foram expulsos pelos radicais. Os presos diziam para que eles se convertessem ao islamismo para proteção.
“Os meus colegas não aguentaram mais”, disse Song. “As minhas aulas foram muitas vezes interrompidas. Às vezes os presos falavam abertamente em apoio ao Estado Islâmico e aos homens-bomba. E não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso. Eles falavam com tanto ódio do Reino Unido que era assustador”.
O capelão também revelou que foi atingido na parte de trás da cabeça, ridicularizado e radicalmente abusado em outras ocasiões. Ele também ouviu histórias de outros prisioneiros sendo espancados e forçados a se converterem ao islamismo.
“Eles também me tentaram converter. Eles gritavam na minha cara, coisas árabes como ‘Allahu Akbar’ (Alá é o maior). Eles também criticam o cristianismo, comparando-o desfavoravelmente ao islão”, descreveu Song.
“Um dia eu estava andando por uma secção de uma ala que abrigava muitos dos prisioneiros muçulmanos quando um deles veio até mim por detrás e me bateu forte nas costas. Eles estavam todos rindo chamando-me cristão louco. Foi muito assustador”, contou.
Foi o imã islâmico Mohammed Yusuf Ahmed que acusou este pregador cristão de extremismo nos seus cursos, o que levou à prisão de Brixton, inicialmente tirando-o da sua função na prisão. Song falou sobre o material de ensino em questão.
“Tratam-se de cursos regulares usados por igrejas em todo o mundo. O imã disse que queria ‘mudar a dominação cristã’ dentro da prisão”. Andrea Williams, do Centro Legal Cristão, que tem defendido os servos de Deus em vários casos que enfrentam no Reino Unido, argumentou que marcar o capelão cristão como um extremista “desafiava a crença”.
“É maravilhoso ver justiça”, acrescentou Williams sobre a reintegração do pastor. Um porta-voz do Serviço Prisional respondeu às últimas acusações de Song, divulgando uma breve declaração: “Não há absolutamente nenhuma evidência para apoiar alegações relacionadas ao comportamento extremista”.
- in Guiame




