11-10-10 - Congo: Primeira-dama traz cura à nação através da fé

Uma pesquisa do seu nome no Google recebe poucos detalhes pessoais, mas nas ruas da República Democrática do Congo, Marie Olive Kabila é uma celebridade. Quando aparece em público, que é muito raro, a multidão aclama-a.
A Srª Kabila é a Primeira Dama da República Democrática do Congo. Ela é casada com o Presidente Joseph Kabila, um dos mais jovens líderes Africanos. Ela raramente dá entrevistas ou fala em público. Assim, sua participação num evento Cristão recente atraiu a atenção nacional e surpreendeu muitos cidadãos.
Numa pequena igreja no leste da capital, Kinshasa, centenas de pessoas reuniram-se quando a Srª. Kabila declarou três dias de oração e jejum nacional.
"Povo de Deus, este é um dia muito especial para mim. Estou aqui para dizer-vos que nunca me envergonharei do nome do meu Senhor. Precisamos desesperadamente de curar o nosso país," disse a Srª Kabila.
A República Democrática do Congo está, como dizem alguns, "amaldiçoada" pelos seus recursos naturais. Ela tem tudo: diamantes, cobre, ouro, cobalto, zinco, entre outros. Mas por causa de todas as suas riquezas, o país é uma desordem: morrendo política, económica, social, e de acordo com a senhora Kabila, espiritualmente também.
Segundo a CIA, mais de cinco milhões de pessoas morreram ali desde 1998 por causa da violência, fome e doença.
Terra prometida, porém sem paz
O Leste do Congo, lugar da maior parte das riquezas do país, é também o marco zero da pior guerra no continente neste momento. Apesar de um acordo de paz, as tropas do governo ainda estão a tentar impedir que grupos rebeldes tomem o controlo do minério.
Centenas de milhares foram deslocados e dezenas de milhares de mulheres foram violadas, torturadas e mutiladas, "Temos todas as riquezas minerais do mundo. Somos como a Terra Prometida, porém estamos jorrando morte e destruição", disse uma mulher local.
Com a bênção do seu marido, a senhora Kabila lançou uma campanha de oração, colocando outdoors em todas as grandes cidades. Recorreu meios de comunicação social para suplicar aos seus compatriotas para se unirem a ela. E a resposta foi esmagadora.
Durante três dias, congoleses de todo o país reuniram-se nas suas igrejas. Para eles, a primeira-dama está a dar o exemplo e está a chamá-los a orar uns pelos outros. Apesar de ser tímida, reservada e na maioria das vezes distanciar-se do foco público, a memória de sua imagem levantando as mãos e clamando a Deus, foi a que tocou tanta gente.
Theodore Mugalu, conselheiro presidencial para o casal presidencial, disse: "A Primeira Dama é uma pessoa de fé forte. Ela sabe que somente através da oração podemos enfrentar os Golias da nossa cultura Por isso, estes dias são tão importantes..."
Um povo chamado à liberdade
Três dias depois do lançamento da campanha de oração e jejum num estádio de futebol, dezenas de milhares de pessoas reuniram-se para adorar e orar. Também participaram vários dos mais conhecidos artistas Cristãos neste evento tão significativo.
Na história política da República Democrática do Congo, nunca nenhum chefe de Estado apelou para os dias de jejum e oração. Por isso o que a primeira-dama está a fazer é monumental, "Quero que saibam que o Presidente está a apoiar-nos hoje, apesar de não estar aqui", disse a senhora.
Apesar de assinalar o fim de três dias de oração e jejum, a Sra. Kabila incentivou os seus compatriotas a continuarem a orar: "Este é só o começo Nós queremos ser libertos do diabo e dos espíritos malignos que se passeiam pela nossa nação. Creio que as muralhas de Jericó estão a cair. Deus vai libertar o nosso país".
E mais uma vez, para a surpresa de muitos, a primeira-dama, acompanhada por um conhecido cantor gospel... terminou a campanha cantando, pedindo que o Espírito de Deus se movesse na sua terra.




