25-10-10 - 99 por cento das músicas nos Top são “pornografia subtil”
Hilary WhiteLONDRES, Inglaterra, 20 de Agosto de 2010 (Notícias Pró-Família) — Embora os líderes religiosos tenham estado a avisar sobre os efeitos morais no cenário da moderna música popular há décadas, agora até mesmo alguns líderes da indústria musical estão a expressar as suas preocupações. Hoje o produtor musical Mike Stock disse aos meios de comunicação britânicos que ele crê que a cultura popular está a “sexualizar” as crianças.
“A indústria musical foi longe demais. Não é sobre eu ser antiquado. É sobre manter valores que são importantes no mundo moderno. Nesta época, você não consegue assistir às estrelas modernas — como Britney Spears ou Lady Gaga — com uma criança de dois anos”.
Stock é membro do trio dos “legendários” produtores musicais que constituem Stock Aitken Waterman, cujas propriedades de talentos têm incluído Cliff Richard, Debbie Harry, Donna Summer, La Toya Jackson e Kylie Minogue. O trio foi uma das mais bem sucedidas parcerias de composição e produção de músicas na história do negócio das músicas, com mais de 40 das 100 Hit Parade da Inglaterra, e ganhando uma fortuna estimada em 60 milhões de libras.
Stock disse ao jornal Daily Mail, “As crianças estão a ser forçadas a transformar-se em adultas numa fase em que são novas demais. Olhe para os vídeos. Eu não ia querer, por necessidade, que os meus filhos pequenos assistissem a esses vídeos. Com certeza eu ficaria envergonhado de ficar sentado ali com a minha mãe”.
Na Inglaterra “Hit Parade”, a primeira lista de vendas de discos ingleses no começo da era da música popular, foi publicada em Novembro de 1952, e era medida pelas vendas de partituras musicais. A primeira música número 1 na Hit Parade da Inglaterra foi “Here in My Heart” (Aqui está o meu coração) de Al Martino, o “cantor romântico popular” e actor ítalo-americano que é também conhecido pela sua actuação como personagem Johnny Fontane no filme “The Godfather” (O Padrinho) de 1972.
Nesta semana, a Rádio BBC 1 declarou em reportagem que a posição número 1 na Inglaterra estava a ser mantida pelo cantor de rap Tramar Dillard (na imagem acima), mais bem conhecido pelo seu nome artístico “Flo Rida”, por a sua composição musical de rap “Club Can’t Handle Me” (O clube não consegue suportar-me). A música, feita em grande parte em duas notas da escala musical, inclui um vídeo em que uma multidão frenética de frequentadores de clube nocturno sai do clube tempestivamente e vai para as ruas, destruindo um loja de esquina e terminam fazendo giros numa lavandaria automática.
A amplamente criticada música de Lady Gaga “Alejandro” caiu para número 22 na lista das músicas mais populares. O vídeo apresenta Lady Gaga, exibida em peças íntimas bem curtas e traje debochado de freira, simulando sexo sadomasoquista e engolindo um rosário. Mostra também uma equipa de dançarinos seminus simulando actos homossexuais, temas que são tão comuns que estão começando a ser considerados ultrapassados na cultura popular britânica.
“Antes de as crianças chegarem a colocar o pé na escola, elas já têm todas essas imagens — os vídeos populares e jogos de computador como Grand Theft Auto — confrontando-as, e os pais não conseguem impor controlo”, continuou Stock.
Ele respondeu às preocupações dos pais produzindo o que ele chamou de “programa dirigido à família”. O “Go! Go! Go! Show” é um programa de música popular e danças realizadas por cantores quase adolescentes que está a receber críticas positivas em Londres.
Brian Clowes, director de pesquisas da organização pró-vida e pró-família Human Life International, expressou surpresa que haja ainda alguém que “não creia que a indústria musical corrompa os valores morais, sexualize as meninas e desrespeite as mulheres”.
Tais pessoas, ele disse à LSN, “deveriam simplesmente visitar o YouTube e seleccionar qualquer meia dezena de vídeos musicais para assistir”.
“Há só um punhado de artistas que chega a tentar promover bons valores morais, já que isso é considerado ‘maçante’ e, ainda mais importante, inútil. Muitos cantores fazem do seu alvo meninas pré-adolescentes com as suas mensagens, e depois essas meninas seguem o conselho e letras que ouvem e terminam arruinando as suas vidas” comentou Clowes.
“É verdade que não somos forçados a assistir a esse lixo; mas somos também responsáveis por assegurar que as nossas crianças cresçam santas, saudáveis e felizes. Se elas seguirem os vídeos e programas musicais, elas não conseguirão ser santas, saudáveis e felizes”.




