30-03-2019 - “Querem que eu vá embora”, diz evangelista por evangelizar nas ruas de Inglaterra

Um caso intrigante chamou atenção de autoridades, líderes religiosos e da sociedade civil, após um homem ser detido pela polícia de Londres, na Inglaterra, por evangelizar ao ar livre.
Segundo informações preliminares, o pregador de origem nigeriana teria feito declarações consideradas “islamofóbicas”, motivando as acusações de “racismo” contra ele.
Devido à forma “politicamente correta” como é tratada a religião islâmica, não se sabe ainda se o pregador estava apenas refutando a doutrina islâmica, através da Bíblia, ou se ele realmente disse palavras ofensivas contra os muçulmanos.
A Inglaterra é o país que mais foi “islamizado” nos últimos anos, após a onda de refugiados muçulmanos que atingiu a Europa, vindos de países como a Síria.
Um vídeo divulgado no Twitter mostrou o momento da abordagem policial. Nele é possível observar o pregador questionando o motivo da sua prisão, enquanto os agentes da polícia dizem que ele estava perturbando a paz no local.
“O que você está fazendo aqui?”, perguntou o agente da polícia ao pregador, que estava próximo à estação de metro de Southgate. “Eu estou a pregar”, respondeu o evangelista.
“Vou exigir que você vá embora”, disse o agente, sendo imediatamente retorquido pelo pregador, que negou se retirar do local.
“Bem, então eu vou prendê-lo por perturbar a paz”, disse o agente. O evangelista questionou, alegando que estava apenas a pregar o Evangelho e que deveria dizer a verdade.
“Eu não irei embora, porque preciso contar-lhes a verdade: porque Jesus é o único caminho, a verdade e a vida”, disse o homem, rebatido pelo agente.
“Mas ninguém quer ouvir isso. Eles querem que você vá embora. Você está a causar problemas, você está a incomodar o dia das pessoas e está a violar a paz delas. Se você não for embora voluntariamente, teremos que prendê-lo”.
Em seguida, o evangelista foi algemado e outro agente da polícia tirou a Bíblia das suas mãos. “Não leve minha Bíblia embora”, disse o homem, já emocionado, por ter o seu direito de liberdade violado publicamente.
O agente, no entanto, retrucou: “Você deveria ter pensado nisso antes de ser racista!”.
O mais surpreendente é que ninguém no momento do acontecido apresentou queixa contra o evangelista, especialmente sobre o suposto ato de racismo. A própria polícia de Londres, posteriormente, admitiu isso.
“Ninguém fez uma alegação formal para esse efeito e nenhuma linguagem dessa natureza foi usada na presença da autoridade”, disse um comunicado das autoridades, segundo o Faithwire.
Com a divulgação do vídeo, até mesmo ateus criticaram a ação policial. O Dr. Gavin Ashenden, anglicano e ex-capelão da rainha britânica, manifestou a sua indignação numa publicação que fez no Twitter.
“A polícia limitou a sua liberdade de expressão e tornou-se anticristã. Se deixarmos de protestar, perderemos a nossa liberdade perante a lei”, escreveu ele.
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