27-12-10 - Testemunho impressionante, gravado em vídeo, em praça de restauração de Centro Comercial
À medida que o ano de 2010 estava a chegar ao fim, aconteceu algo maravilhoso numa praça de restauração de um centro comercial do Canadá. De repente, os clientes despertaram e começaram a cantar, a cantar de forma bela, a cantar o Coro Aleluia de “O Messias” de Handel. O evento “flashmob” (evento onde um grupo de pessoas vai de repente a um lugar público, desenhando movimentos pré-coreografados com determinado fim), filmado com múltiplas câmaras escondidas, difundiu-se pelo YouTube, onde foi visto mais que 26 milhões de vezes desde 17 de Novembro, tornando-o um dos vídeos mais assistidos da história do YouTube. (veja o vídeo a seguir, e leia o texto após o mesmo) Quando assisti ao vídeo, ponderei a questão do motivo por que eu, um homem crescido que não é conhecido por perder a sua compostura, estava a chorar como um bebé, e porque é que muitos outros reagiram da mesma forma, tanto na própria praça de restauração como entre os internautas que deixaram comentários. Porque é que esse vídeo de uma antiga obra de polifonia cristã estava a alcançar e a mover dezenas de milhões de pessoas, uma distinção que normalmente desfrutam as expressões banais da cultura popular?
A primeira e mais óbvia resposta é que a pura beleza e reverência da peça tem movido pessoas às lágrimas desde que foi composta pela primeira vez pelo próprio Handel. De acordo com uma antiga história sobre Handel, o seu assistente certa vez procurou-o depois de chamá-lo durante vários minutos. Ele encontrou Handel no quarto dele, em lágrimas, enquanto ele compunha o Coro Aleluia. “Acho que vi a face de Deus”, disse ele.
Foi comovente ver gente tão linda, de todas as gerações e procedências raciais, executarem essa grande obra com alegria e reverência, mas ainda mais comovente foi a sua capacidade de transformar uma praça de restauração, um símbolo trivial da nossa cultura consumista cada vez mais degradada, com o louvor glorioso de Deus. Por um momento naquele dia de Novembro, o secularismo militante da moderna sociedade emudeceu face a algo que jamais poderia produzir, nem começar a sondar, uma bela voz do seu passado repudiado, insistindo em verdades que nunca morrerão: e Ele reinará para sempre!
Chorei também pelo mundo perdido da minha infância. Embora a cultura da década de 1970, já cambaleando das agitações da década de 1960, tivesse sido apenas um reflexo pálido da sociedade Cristã que a precedeu, muitos elementos dessa civilização perdida estavam ainda intactos. O Coro Aleluia e outras obras semelhantes eram consideradas coisas naturais e normais da sociedade, uma defesa do compromisso para com uma cultura Cristã que permeou os Estados Unidos, Canadá e boa parte do mundo ocidental. Mas os EUA em que nasci desapareceram, e o Coro Aleluia é agora considerado um acto revolucionário, um gesto de desafio face a uma sociedade “pós-cristã” cínica.
Mas o Cristianismo, com Cristo como Rei, jamais poderá morrer. Pode ser forçado a esconder-se nos subterrâneos por algum tempo, na privacidade dos lares e corações, mas as palavras do Coro Aleluia fazem-nos recordar que Jesus Cristo é “o Senhor Deus omnipotente”, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” cujo reinado nunca acabará. O reinado de Cristo desabrochará de forma nova milhares de vezes e em mil lugares, em centros comerciais e ruas, em lojas e gabinetes governamentais. A Sua ressurreição, como a do próprio Cristo, está garantida.




