01-11-2019 - Professor Cristão é demitido por se recusar a chamar aluna pelo “pronome transgénero”

O professor de francês Peter Vlaming está a processar o distrito escolar da Virgínia que o demitiu em dezembro de 2018 por se recusar a usar o pronome masculino preferido de uma estudante transgénero para se dirigir a ela.
De acordo com a emissora WTVR, o conselho escolar de West Point decidiu, por unanimidade, demitir Vlaming, devido à postura do professor de não concordar em chamar uma aluna da 9ª série que fez a transição de género, pelo pronome masculino que ela escolheu. Vlaming recusou-se a usar o pronome porque acreditava que estaria mentindo, por isso disse à escola que usaria o nome completo da aluna em vez do pronome masculino que ela havia escolhido.
Nesse ano letivo, todos os alunos de Vlaming estavam a usar óculos de realidade virtual e a andar pela sala de aula, relatou a Faithwire. A aluna transgénero estava prestes a colidir com a parede e Vlaming gritou: “Não a deixem bater na parede”.
A aluna então retirou-se da turma de Vlaming após o incidente e os funcionários da escola suspenderam Vlaming por insubordinação, demitindo-o depois .
“Ao não seguir a diretiva, ele estava a discriminar e a criar um ambiente hostil”, disse a superintendente Laura Abel.
Vlaming entrou com um processo contra o distrito escolar por violar sua liberdade de expressão e religião. A Alliance Defending Freedom, um escritório de advocacia conservador, representa-o.
“A consciência e a prática religiosa de Vlaming impedem-no de mentir intencionalmente”, afirma o processo. “E ele sinceramente acredita que referir-se a uma mulher como sendo um homem, usando um pronome objetivamente masculino, é mentir.”
Segundo o advogado do professor, Vlaming tentou acomodar a aluna transgénero, mas “o conselho da escola não se importava com o quão Peter tratava esse aluno … [o objetivo do conselho] era obrigar a conformidade”.
O processo também alega que um grupo de estudantes saiu em protesto contra a demissão de Vlaming.
“… [Ele] não foi demitido por algo que ele disse. Ele foi demitido pelo que não disse”, afirmavam os alunos em protesto.
Vlaming destacou que não tem a intenção de ofender ninguém, mas não pode ir contra os seus princípios, aceitando o que considera uma mentira.
“Fico feliz em evitar pronomes femininos para não ofender, porque não estou aqui para provocar. … Mas não posso me referir a uma mulher como homem, e um homem como mulher em boa consciência e fé”, afirmou o professor.
- in Guia-me com informações de Christian Headline




