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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

José Jacinto Carvalho

Conversão significa mudar de vida e a minha vida mudou mesmo.

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02-04-11 - Uma polémica chamada maçonaria

maconaria_trevas_ou_luz.jpg     Considerada pagã pela maioria dos crentes, ainda assim a maçonaria abriga muitos crentes professos nas suas fileiras.

    Com origens que se perdem nos séculos e um conjunto de ritos que misturam elementos ocultos, boa dose de mistério e uma espécie de panaceia religiosa que faz da figura de Deus um mero arquiteto do universo, a maçonaria é normalmente repudiada pelos crentes. Contudo, muitos talvez não saibam que a história maçónica caminha de mãos dadas com a do chamado Protestantismo. Os redactores do primeiro estatuto da entidade foram o pastor presbiteriano James Anderson, em Londres, na Inglaterra, em 1723, e Jean Desaguliers, um Cristão francês. Devido às suas crenças, eles naturalmente introduziram princípios religiosos na nova organização, principalmente devido ao fim a que ela se destinava: a filantropia. O movimento rapidamente encontrou espaço para crescer em nações de tradição protestante, como o Reino Unido e a Alemanha, e mais tarde nos Estados Unidos, com a colonização britânica. Para os crentes esclarecidos, a maçonaria é vista como uma entidade esotérica, idólatra e carregada de simbologias pagãs.

     Isto tem mudado nos últimos tempos. Devido a uma enorme falta de conhecimento muitos crentes professos têm-se envolvido com a maçonaria. Esta situação volta a levantar uma antiga discussão: afinal, pode um crente ser maçom? Na intenção de manter fidelidade à comunhão que abraçaram, missionários, diáconos e até pastores ligados à maçonaria normalmente optam pelo silêncio. Só que crentes maçons estão a fazer questão de dar a cara, o que tem provocado rebuliço em alguns círculos Cristãos. A Primeira Igreja Batista de Niteró, Brasili, uma das mais antigas do Estado do Rio de Janeiro, vive uma crise interna por conta da presença de maçons na sua liderança. A congregação já estuda até uma mudança nos seus estatutos, proibindo que membros da sociedade ocupem qualquer cargo eclesiástico.

     Procurada a comentar, a direcção da congregação preferiu não comentar o assunto, alegando questões internas. Contudo, vários dos oficiais da igreja são maçons há décadas: “Sou diácono desta igreja há 28 anos e maçom há mais de trinta. Não vejo nenhuma contradição nisso”, diz o o agente da polícia aposentado Adilair Lopes da Silveira, de 58 anos, mestre da Loja Maçónica Silva Jardim, no município de mesmo nome, a 180 quilómetros da capital fluminense. Adilair afirma que há maçons nas igrejas evangélicas de todo Brasil, dezenas deles entre os membros de sua própria congregação e dezesseis entre os 54 membros da loja que frequenta: “Por tradição, a maioria deles está ligada às igrejas Baptista ou Presbiteriana. Essas são as duas denominações em que há mais a presença histórica maçónica”, informa.

     Alguns chegam ao ponto de "garantir que não há nenhuma incompatibilidade em ser maçom e professar a fé salvadora em Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador".

     O presidente do Centro Apologética Cristão de Pesquisa (CACP), João Flávio Martinez,  não deixa de levantar sérias questões à presença de crentes entre os maçons. “O facto é que, quando falamos em maçonaria, estamos a falarde outra religião, que é totalmente diferente do Cristianismo. Portanto, é um absurdo sequer admitir que as duas correntes possam andar juntas”. Lembrando que as origens do movimento estão ligadas às crenças misteriosas do passado, Martinez lembra o princípio bíblico de que não se pode seguir a dois senhores. “Estou convencido de que essa entidade contraria elementos básicos do Cristianismo. Ela torna-se uma religião à medida que adopta ritos, símbolos e dogmas, emprestados, muitos deles, do judaísmo e do paganismo”, concorda o pastor baptista Irland Pereira de Azevedo.

     Aos 76 anos de idade e um dos nomes mais respeitados de denominação no país, Irland estuda o assunto há mais de três décadas e admite que vários pastores da sua geração têm ou já tiveram ligação com a maçonaria. Mas não tem dúvidas acerca de seu caráter espiritual: “Essa instituição contraria os mandamentos divinos ao denominar Deus como grande arquiteto, e não como Criador, conforme as Escrituras”. Ele desqualifica-a  do ponto de vista teológico e bíblico. “No meu ponto de vista, ela não deve merecer a lealdade de um verdadeiro Cristão. Entendo que em Jesus Cristo e na sua Igreja tenho tudo de que preciso como pessoa: uma doutrina sólida, uma família solidária e razão para viver e servir. Não sou maçom porque a minha lealdade a Jesus Cristo e sua igreja é indivisível, exclusiva e inegociável.”

Saiba com mais rigor o que é a Maçonaria.

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