16-02-2020 - Perseguição e vandalismo a templos cristãos na Europa bateu recordes em 2019

O mundo “acostumou-se” a ver casos de perseguição religiosa aos Cristãos em regiões específicas do planeta, tais como no Médio Oriente, onde o maior fator é o radicalismo islâmico, ou na Ásia, onde existem regimes ideológicos autoritários, como na China e Coreia do Norte. Porém, as atrocidades chegaram à Europa.
Em 2019 a Europa também se tornou palco de um cenário anticristão como nunca antes havia existido nos últimos séculos, segundo um relatório publicado pelo Gatestone Institute no início deste ano.
O documento chama a atenção para os atos de vandalismo contra os templos Cristãos, uma prática que se tornou cada vez mais frequente ao longo do ano, cometida por diversas razões, tais como o ativismo ideológico do movimento feminista pró-aborto.
A questão do vandalismo anticristão tem sido timidamente relatada pelos órgãos de comunicação social.
O Instituto indica que tais ataques não são por acaso. Eles carregam um simbolismo que, na prática, se trata de um ato contra os valores Cristãos representados pelas construções históricas.
O texto cita uma declaração de Annie Genevard, membro do parlamento do partido Os Republicanos, onde ela afirma que “procurar destruir ou danificar obras Cristãs é uma maneira de ‘destruir tudo e começar do zero’.”
“A violência contra lugares cristãos acontece com maior frequência na França, onde igrejas, escolas, cemitérios e monumentos são alvo de atos de vandalismo, são profanados e incendiados, ataques que ocorrem em média três vezes por dia de acordo com estatísticas do governo”, acrescenta o relatório.
A onda de perseguição aos valores Cristãos já se espalhou para outros países da Europa, além da França, onde a “islamização” radical do país ganhou força com a imigração em massa de refugiados da Síria nos anos anteriores.
“Na Alemanha os ataques contra igrejas Cristãs ocorrem em média duas vezes por dia, segundo registos da polícia”, observa o Gatestone. “Ataques a igrejas e símbolos cristãos também são corriqueiros na Bélgica, Grã-Bretanha, Dinamarca, Irlanda, Itália e Espanha”.
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