05-03-2020 - Ministra brasileira confirma criação de canal para denunciar ideologia de género nas escolas

A ministra Brasileira Damares Alves destacou a importância dessa ferramenta na defesa dos valores da Família.
No passado dia 19 de novembro a ministra Brasileira da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, confirmou que o governo federal está a preparar a criação de um canal para que pais e alunos possam denunciar casos em que professores / escolas estejam a atentar contra a moral, a religião e a ética das família, promovendo a ideologia de género, abordando temas relacionados com a sexualidade em contextos inadequados ou outros tipos de doutrinação ideológica.
Estando em Belo Horizonte para participar de audiência pública na Assembleia Legislativa sobre suicídio e automutilação entre jovens, Damares também concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, falando sobre a criação do canal e explicando que o dispositivo será anunciado oficialmente ainda este ano. Porém não entrou em detalhes sobre o funcionamento do sistema.
"O canal está a ser formatado entre os ministérios da Educação e dos Direitos Humanos. Vai ser anunciado em breve. O que queremos é somente o cumprimento da lei. O Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica. Este pacto diz que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família", disse a ministra.
O Ministério da Educação ainda não se manifestou sobre o assunto.
Como exemplo da importância de um canal como esse, Damares citou o caso do professor de português Wendel Santana, de 25 anos, do Distrito Federal, que escreveu no quadro palavras de baixo calão, fazendo referência a diversas manifestações e posições sexuais para depois pedir aos seus alunos que fizessem uma redação sobre o assunto.
“Nós queremos tão somente o cumprimento da lei. O Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica, o qual diz que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida. O que queremos trabalhar no Brasil é uma parceria de escola e família. A família sendo consultada, mas não delegando as suas responsabilidades", disse.
Crítico da promoção da ideologia de género e de outros tipos de doutrinação ideológica nas escolas e universidades, o governo Bolsonaro acaba por fazer eco com a proposta do Movimento Escola Sem Partido, que visa deixar as questões político-ideológicas fora da sala de aula. Nos últimos anos, têm tramitado no Congresso e nos Legislativos locais projetos de lei inspirados nessa proposta.
Damares destacou que a criação do dispositivo não é uma ferramenta para proibir a escola de abordar questões relacionadas com a sexualidade, porém explicou que há as formas corretas de se o fazer, “obedecendo às especificidades da idade, com professor preparado, como era há muitos anos atrás”.
"Temos o conceito do que é bom. O professor tem bom senso. Não vamos de forma alguma instaurar uma guerra contra a escola. Tudo o que queremosé uma parceria entre escola e família. E é possível", afirmou.
"É possível falar de todos esses temas de forma didática, de forma educativa. O que estamos falando é sobre os absurdos que aconteceram como ontem", disse ela, referindo-se ao professor de Brasília. “Não existe aqui nenhum governo radical, opressor, que vá proibir falar sobre esses temas, obedecendo, repito, ao material didático certo, à idade certa e à forma certa com as crianças".
- in Guiame




