15-05-11 - Mulher com morte cerebral anunciada recupera
Mulher (foto ao lado) com morte cerebral anunciada recupera depois do marido recusar retirar os aparelhos que a mantinham viva.TERRITÓRIO DO NORTE, Austrália, 12 de Maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Uma mulher australiana que foi declarada “cerebralmente morta” recobrou a consciência depois do marido dela ter passado semanas a lutar contra as recomendações dos médicos para que o equipamento de respiração artificial dela fosse desligado, de acordo com uma reportagem do Northern Territory News anteontem.
Glória Cruz com o seu marido
Glória Cruz, de cinquenta e seis anos de idade, foi levada à pressa para o Hospital Real de Darwin no Território do Norte da Austrália no dia 7 de Março, depois de sofrer um derrame cerebral enquanto estava a dormir.
Quando uma tomografia axial computadorizada revelou que Glória muito provavelmente estava a sofrer de um tumor cerebral, ela passou por uma cirurgia no que inicialmente parecia ser uma tentativa sem êxito de salvar a vida dela.
“No momento em que vi a minha esposa na Unidade de Cuidados Intensivos achei que ia desmaiar”, disse Tani Cruz, marido de Glória, de acordo com o Northern Territory News. “Eu não conseguia acreditar que estava a olhar para a mulher que eu amei durante 27 anos. Ela nem parecia a minha esposa. O rosto dela estava inchado. Ela estava sem nenhum cabelo na cabeça. Haviam enfiado sondas na boca dela. Havia uma sonda bem na parte de cima da cabeça dela. Outra nas mãos dela. E ela estava deitada quase sem vida”.
Os médicos disseram ao sr. Cruz que a sua esposa morreria dentro de 48 horas, classificando a situação dela de “sem esperança”. Eles recomendaram que o aparelho de respiração artificial que mantinha a respiração dela fosse removido.
Embora Cruz tivesse ficado num impasse na decisão, ele foi contactado por um assistente social e “advogado de paciente” que o exortou a remover o aparelho de respiração artificial e a deixar que a sua esposa morresse.
“Eu disse-lhe que Deus sabe quanto a amo — que não quero que ela sofra, mas não quero que ela nos deixe”, disse Cruz. “Sou Cristão — creio em milagres”.
Depois de duas semanas, ele permitiu que desligassem o aparelho de respiração, mas insistiu em que uma sonda de respiração fosse introduzida na boca dela de modo a que ela pudesse continuar a respirar por conta própria.
Três dias mais tarde, Glória Cruz desafiou os especialistas médicos e despertou do coma. De acordo com o seu marido, ela agora está consciente, movendo-se e a caminho da recuperação.
“Temos uma forte fé e sempre cremos que Deus nos ajudaria”, disse Cruz.
Um número cada vez maior de especialistas começou a colocar em dúvida o critério da “morte cerebral” para determinar a morte. Eles argumentam que a morte cerebral é um conjunto arbitrário de critérios desenvolvido em grande parte para garantir a usabilidade de órgãos colhidos de tais pacientes bem como reduzir as despesas médicas envolvidas para se manter vivos pacientes com “morte cerebral” que são mantidos em equipamentos de sustentação de vida.
Muitos incidentes parecem confirmar esse parecer, inclusive um caso particularmente arrepiante em que um jovem declarado “cerebralmente morto” realmente ouviu os médicos debaterem como colher os seus órgãos. Minutos antes de ser transportado para a sala de operação para sofrer a remoção de seus órgãos, ele despertou.
“O nosso Deus é o Deus da salvação; e a JEOVÁ, o Senhor, pertencem as saídas da morte” (Salmo 68:20)




