18-05-11 - Devem os Ateus ser Capelães Militares?

O chefe do maior órgão representativo dos Capelães nas Forças Armadas dos EUA e a Administração de Veteranos não pensa assim.
Um artigo do New York Times destacou o caso apresentado por organizações humanistas e ateus que dizem que Capelães humanistas são necessários para servir os não crentes nas forças armadas. Um grupo humanista pediu uma audiência aos chefes dos Capelães para discutir a proposta.
Pensando sobre o assunto, Paul Vicalvi, director executivo da Comissão de Capelães da Associação Nacional de Evangélicos, que representa mais de 1.200 Capelães nas Forças Armadas, disse que estava "perplexo" quando ouviu o pedido.
Falando ao The Christian Post, Vicalvi, um Capelão reformado do exército há mais de 30 anos, disse que não vê razão para Capelães humanistas.
"Tradicionalmente, os Capelães são vistos como pessoas de uma fé mais vigorosa. Isso redefiniria a capelania se uma pessoa sem fé se tornasse Capelão," disse ele.
O Exército dos EUA exige que os Capelães obtenham "uma aprovação eclesiástica" do seu "grupo religioso," a fim de se qualificar para o serviço. Devem também possuir uma licenciatura em estudos teológicos ou religiosos.
Quando surge o argumento de que os Capelães humanistas são necessários para cuidar das tropas com crenças ou valores ateus, Vicalvi salientou que esse papel já é ocupado por psicólogos ou conselheiros na área militar, a maior parte da qual vem de um passado humanista secular, de acordo com a sua experiência.
Além disso, ele enfatizou que os Capelães existentes, incluindo os que representam o Cristianismo evangélico, já servem ateus ou descrentes no serviço militar activo.
Os Capelães no exército dos EUA devem ministrar às necessidades espirituais e emocionais das pessoas no activo, independentemente da sua fé ou não-fé.
Vicalvi rejeitou a caracterização feita pelos ateus militares de que os Capelães evangélicos forçam o Cristianismo goela abaixo das pessoas. Mesmo que os eventos de temática Cristã sejam organizados, eles são financiados por dinheiro não-militar e a participação é sempre voluntária.
Respeito a outras religiões é algo que a Comissão de Capelães da NAE leva a sério, disse o seu líder.
Membros afiliados da comissão, que inclui grandes denominações como a Assembleia de Deus e a Igreja de Deus (Cleveland, Tennessee), endossam os seus próprios Capelães, mas a Comissão endossa directamente Capelães em nome das menores denominações e Igrejas independentes.
Antes da Comissão de Capelães da NAE aprovar qualquer Capelão, Vicalvi, disse que ele entrevista o candidato para se certificar de que ele compreende que os Capelães têm a responsabilidade de servir com respeito os militares de qualquer fé e os sem-fé.
"Os Capelães evangélicos são ensinados a respeitar a fé ou a não fé de qualquer pessoa nas forças armadas. Não somos contra as pessoas que não têm fé ou pensam que são pessoas menores. Nós estamos lá e temos respeito por todo mundo. Esse é o nosso ensino fundamental," disse ele.
Mesmo que os Capelães Cristãos sejam ensinados a não usar as sessões de aconselhamento para fazer proselitismo, isso não significa que eles não possam falar sobre a sua fé.
"Nós também nos reservamos no direito de falar aos outros sobre a nossa fé Cristã, Se for solicitado," acrescentou Vicalvi.
Enquanto ele crê que os ateus ou humanistas não se qualificam para servir como Capelães nas Forças Armadas, Vicalvi argumentou que o humanismo é uma religião, mesmo que não se atribua um "poder maior".
"O humanismo é uma religião. É uma forma de motivação, ética, tomada de decisão do dia-a-dia," disse ele.
"Não é um poder além de si mesmos, ou força maior, mas eles têm um deus e é homem. Os humanistas afirmam que eles têm o poder dentro de si para ser o que eles querem ser."
No final, Vicalvi disse que vê as exigências para Capelães ateus serem menos sobre as necessidades das tropas do activo e mais sobre uma minoria de novos ateus que querem espalhar o seu movimento anti-cristão na praça pública para os militares.
"Acredito que essa é uma minoria militante e é especificamente contra o Cristianismo."




