29-07-11 - John Stott foi promovido à glória
Partiu para o Senhor na quarta-feira, com 90 anos de idade, John Robert Walmsley Stott, mais conhecido como John Stott, depois de complicações que se agravaram na sua saúde durante as suas últimas semanas. Foi um dos maiores teólogos Cristãos do Séc. XX.O evangelista Billy Graham, amigo de Stott (ambos na foto , em 21 Agosto de 2008), disse num comunicado que “O mundo evangélico perdeu um dos seus maiores porta-vozes” e acrescentou “Eu perdi um dos meus amigos pessoais e conselheiro. Estou ansioso por vê-lo novamente quando eu for para o Céu.”
Stott estava “cercado de diversos amigos que liam a Bíblia, ouvindo o Messias de Handel, quando partiu em paz para estar com o seu Senhor e Salvador”. John Stott era celibatário - nunca se casou.
Stott nasceu em 27 de Abril de 1921, em Londres, capital inglesa, filho de Sir Arnold Stott e Emily Stott. O seu pai era agnóstico e sua mãe, luterana, mas congregava-se na Igreja da Inglaterra. Em 1938, aos 17 anos, ao ouvir na sua escola um sermão de Eric Nash, tomou a sua decisão por Cristo. Foi Nash quem o discipulou.
Stott estudou Línguas Modernas e Teologia em Cambridge, graduando-se com distinção em Francês e Teologia, após o que foi ordenado ministro pela Igreja Anglicana. Em pouco tempo, destacou-se como um dos maiores líderes Cristãos do seu tempo, principalmente depois de liderar, juntamente com o evangelista norte-americano Billy Graham, a célebre Conferência de Lausanne, em 1974, que reuniu as principais lideranças protestantes no mundo e influenciou inúmeros líderes Cristãos ao redor do globo.
Stott foi ordenado pastor anglicano em 1945, passou grande parte da sua vida na Igreja All Souls em Londres, até se ter aposentado em 2007.
Stott é autor de mais de 50 livros ao longo de sua caminhada com Cristo. Entre eles destaca-se a sua obra Cristianismo Básico - considerado o seu trabalho mais influente, publicado em 1958 e traduzido em mais de 60 idiomas.
O seu último livro foi O Discípulo Radical, escrito em 2010, que serviu de base para a fé de muitos Cristãos.
A necessidade que temos hoje de homens com o nível de John Stott, num tempo de superficialidade como o o que se vive actualmente, é muito grande.
Ele foi um dos principais autores do Pacto Lausanne, em 1974. Em 2005, a revista Time classificou Stott entre as 100 pessoas mais influentes no mundo, e em Novembro de 2004, o colunista David Brooks, do jornal The New York Times, disse sobre ele: “Se os evangélicos pudessem eleger um papa, Stott é a pessoa que eles escolheriam”. Billy Graham considerava-o “o eclesiástico mais respeitado do mundo”.
NOTA:
Conhecemos a Igreja All Souls (de todas as almas) como uma igreja fiel ao Evanhgelho, apesar de Anglicana.




