04-08-11 - Legado pró-vida de John Stott
Antes da sua morte, na semana passada, o muito amado e prezado líder Cristão John Stott foi um vigoroso advogado pró-vida, advogando a protecção da vida humana "desde o ventre até à sepultura", relata Christian Concern for our Nation.O Dr. Stott foi patrono da caridade pró-vida VIDA, que foi recentemente escolhida para ter assento num painel consultivo do governo sobre a saúde sexual.
O Dr. Ling, escritor freelancer, palestrante e consultor em questões de bioética, reproduziu no seu website uma contribuição do Dr. Stott numa Newsletter da LIFE em 1987.
Nela, o Dr. Stott alertou para a deriva constante que se nota para a barbárie após a Lei do Aborto de 1967.
"Uma das características mais certas de uma sociedade civilizada é o seu respeito pela santidade da vida humana.
"Na verdade, a vida em todas as suas formas exige o nosso respeito, mas é a vida humana em particular, que se reveste de santidade, que nós afirmamos, pois trata-se da vida de pessoas feitas à imagem de Deus (Génesis 9:6).
"Por este critério o nosso país tem, durante 20 anos, vindo a escorregar de novo para a barbárie. As estatísticas do aborto são verdadeiramente horríveis, e os autores da Lei do Aborto em 1967 nunca tiveram a intenção, ou mesmo previram que iriam autorizar o massacre de quase três milhões de crianças antes de nascerem.
"Não, a lei tem sido séria - e mesmo flagrantemente - abusada.
"Como consequência, as pessoas moralmente sensíveis não descansarão enquanto ela não for revogada e as suas cláusulas forem mais rigorosas. Também não podemos concordar com qualquer legislação que tolere a experimentação com o embrião humano vivo.
"Além disso, a santidade da vida humana estende-se para além do feto, ao bem-estar da mãe, da família e da criança após o nascimento.
"Estou grato por a VIDA prezar essa visão holística. Somos anti-aborto e anti-experimentação porque somos pró-vida.
"Precisamos de ser coerentes na procura de se proteger a vida humana em cada etapa da sua jornada desde o ventre até à sepultura."
Andrea Williams comentou:
"As palavras de John Stott são simplesmente tão relevantes hoje como foram em 1987.
"Na verdade, elas são ainda mais pertinente agora por causa do aumento contínuo do número de abortos e das práticas bioéticas cada vez mais grotescas que estão a acontecer neste país. "Trata-se de uma tragédia que pouco se alterou desde que ele escreveu aquilo.
"A minha oração é que as suas palavras funcionem como uma chamada de despertamento para que a Igreja neste país fale tão corajosamente como ele falou sobre esta questão e não descanse enquanto "o massacre ", como ele lhe chamava correctamente, com razão, cesse."




