15-08-11 - A morte dos britânicos John Stott e Amy Winehouse
Stott morreu aos 90 anos.Amy morreu aos 27 anos.
Stott morreu de complicações decorrentes da idade.
Amy morreu de “causas desconhecidas”, mas, ao que tudo indica ocasionada por uma overdose.
Stott morreu em casa ouvindo “O Messias” de Handel e cercado por amigos que se revezavam na leitura de textos bíblicos.
Amy morreu em casa. Sozinha.
Stott escreveu dezenas de livros de conteúdo cristão que se tornaram luzeiros para a fé de milhões de Cristãos em todo o mundo. Obras como “Crer é também pensar”, “A cruz de Cristo”, “Ouça o Espírito, ouça o Mundo” e diversas outras obras. Ao lado de Billy Graham fundou o Movimento Internacional de Evangelização Mundial Lausanne. Dedicou a sua vida ao treinamento e ao ensino de milhões de líderes nas regiões mais carentes de treinamento teológico do mundo, dentre elas, a América-Latina.
Amy tornou-se conhecida pela sua melodiosa voz que cantava letras que evocavam tristeza, desespero e solidão. Ela enterrou o seu próprio coração numa das suas canções.
Stott será sempre lembrado pela sua simplicidade, humildade e dedicação em defesa da causa do Evangelho.
Amy será sempre lembrada pelas suas performances de embriaguez e os seus usos de drogas; pela sua aparência cada vez mais frágil diante da luta perdida contra o vício.
Em todo o mundo, apenas os Cristãos protestantes lamentaram a morte de Stott. Não foi noticiado por nenhuma grande rede de TV. Nenhum jornal ou revista dos chamados “media seculares” escreveu, nem mesmo, uma nota sobre a sua morte. Porém, a sua vida está escrita na memória e no coração de milhões.
Em todo o mundo, a morte de Amy foi noticiada exaustivamente. TV, rádio, jornais e revistas dedicaram páginas e páginas, horas e horas de cobertura a morte “prematura” daquela jovem “tão promissora” que seguia o exemplo de tantos outros antes dela.
John Stott foi pranteado com esperança por aqueles que eram seus amigos e tinham a mesma fé em que a morte é apenas o início de uma abundante e plena vida ao lado de Cristo na eternidade.
Amy foi pranteada por milhões de fãs e amigos, conhecidos e desconhecidos, e principalmente, pelos seus pai e mãe, que não se cansavam de repetir: “Nos últimos dias, ela estava bem”. O seu pranto era pela perda. E apenas isso. Talvez muitos deles pensem que a morte “é o fim”. Amy agora sabe que não é.
Stott morreu numa casa simples, num lar para idosos, propriedade da Igreja Anglicana.
Amy morreu numa bela mansão num bairro nobre de Londres.
Stott não deve ter deixado muito de herança material. Mas, a sua herança espiritual é inestimável.
Amy deixou milhões de dólares, cuja parte o pai reverterá para ajudar no tratamento de pessoas vítimas do álcool e das drogas. Talvez seja uma forma “de dar sentido a tudo isso”.
Stott estava sempre sorrindo.
Amy parecia não ter motivos para ser feliz.
Parece que para o mundo, a morte de Stott não fez nenhuma diferença.
Mas, é notório que para o mundo, a morte de Amy foi uma perda inestimável.
Stott morreu crendo na suficiência única e exclusiva do sacrifício de Cristo para ofertar graciosamente ao homem a salvação.
Amy…não sei no que ela cria. Mas, pela sua vida, pode-se afirmar (supor) que não havia experimentado uma nova vida em Cristo. Nele há esperança. Nele há alegria. Nele há sentido para quem somos e o que fazemos com nossa existência.
Stott morreu e (cremos) foi para o céu.
… “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”




