21-09-11 - Joni: Robertson errou ao justificar o divórcio por causa da doença de Alzheimer
Joni Eareckson Tada, defensora Cristã da deficiência, denuncia a declaração religiosa emitida por Pat Robertson, de que pode ser justificável uma pessoa divorciar-se de um cônjuge que tenha a grave doença de Alzheimer.Joni diz que ficou "espantada" com a declaração de Robertson transmitida recentemente no seu programa Clube 700. Robertson disse que não obstante os casais terem votado continuar casados toda a vida, a doença de Alzheimer é "uma espécie de morte ", que pode sancionar o cônjuge divorciar-se e procurar nova companhia.
"Pat Robertson pode ter alguns pontos de vista muito subjectivos sobre quando é que acha que uma pessoa 'morre', mas a ciência prova que ele está errado", diz ela à Associated Press. "Há uma realidade objectiva de que a pessoa com a doença de Alzheimer ainda está viva, ainda respira."
Joni, que tem sido tetraplégica desde que quebrou o pescoço num acidente de mergulho em 1967, indica que o casamento é um compromisso vitalício. "Deus sabe que quando se tem uma deficiência, uma deficiência grave e catastrófica como a doença de Alzheimer, o compromisso é testado", diz. "Graças a Deus que há votos muito sérios feitos perante Ele, onde nos comprometemos a estar ao lado do nosso cônjuge, na doença e na saúde, até que a morte nos separe".
Ela sugere que Robertson deveria tomar os votos de casamento mais a sério. "O que é que ele crê que são os votos numa cerimónia de casamento? Os votos são solenes, os votos são sérios - e são feitos para ser levados a sério se um casal passar pela provação de uma deficiência."
Ela diz que quando um líder Cristão, como Robertson "vê o casamento numa escala variável, isso envia um terrível sinal a milhões de casais que lidam diariamente com lesões e doenças catastróficas."




