
Hoje, na RTP2, às 18:30.
Não perca o terceiro e último programa.
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"Diz-se que vivemos na «época da ansiedade». Os historiadores salientam que, em toda a história, poucas alturas houve em que o homem estivesse sujeito a tanto receio e incerteza. Todos os esteios que nos eram familiares parecem ter sido varridos.
"Há gerações que corremos como crianças assustadas, emergindo dum beco sem saída para nos metermos noutro. De cada vez dizemos a nós próprios: «Este caminho é que está certo, este levar-nos-á aonde queremos ir». Mas sempre nos enganámos.
"Um dos primeiros caminhos que escolhemos tinha o rótulo «liberdade política». Dê-se a toda a gente liberdade política, dizíamos, e o mundo tornar-se-á um lugar feliz. Escolhamos aqueles que nos dirigem e teremos um governo que tornará a vida digna de ser vivida. Alcançámos assim a verdade política, mas não criámos o mundo melhor que almejávamos. Os nossos jornais diários falam-nos de corrupção nas altas esferas, de favoritismo, de exploração, de hipocrisia que iguala e por vezes ultrapassa o despotismo dos reis no passado. A liberdade política é uma coisa preciosa e importante, mas, por si só, não nos pode dar o mundo que ansiamos.
"Havia outro caminho de muita esperança marcado «instrução», e muita gente depositou nele toda a sua fé. A liberdade política aliada à instrução resolverá o problema, dizia-se, e todos corremos loucamente pelo caminho da instrução. Durante muito tempo, pareceu um caminho alegre, bem iluminado, sensato, e percorremo-lo com pés ansiosos, expectantes; mas aonde nos conduziu? Sabeis a resposta. Somos o povo mais informado da civilização, e, apesar disso, o mais infeliz. Os nossos estudantes do secundário sabem mais acerca das leis físicas do universo do que o maior cientista dos dias de Aristóteles. Mas, se bem que as nossas cabeças estejam a abarrotar de conhecimentos, os nossos corações andam vazios.
"Existem outros caminhos, é claro, e muitas pessoas há que os percorrem neste mesmo instante. Há os caminhos da fama e da fortuna, do prazer e do poder. Nenhum deles conduz a qualquer outra coisa que não seja enterrarmo-nos mais ainda no lodo. Ficamos prisioneiros na teia da nossa maneira de pensar, tão firme, tão completamente manietados, que já não conseguimos distinguir nem a causa nem a cura da doença que tem causado dor tão mortífera.
"Se existe de facto uma cura para cada doença, então cumpre-nos apressar-nos a encontrá-la. A areia da ampulheta da civilização está-se escoando rapidamente e, se existe uma vereda que conduz à luz, se há um caminho de regresso à saúde espiritual, não devemos perder uma hora que seja!
"Muitos há que se afundam nesta época de crise, verificando que os seus esforços os conduzem, não para cima, mas apenas cada vez mais fundo para o abismo.
"Pois é. «Onde nos encontramos?», perguntas. «Onde nos encontramos agora e para onde vamos?» Vou-te dizer onde estamos e o que somos. Somos uma nação de gente oca, com a cabeça atulhada de conhecimentos, mas com um vácuo espinhal na alma.
"É esta, pois, a nossa posição actual: uma nação constituída por gente vazia. Procurámos encher-nos de ciência e instrução, de melhor vida e mais prazer, e de muitas outras coisas de que julgávamos precisar, mas continuamos vazios. E porquê? Porque o Criador nos criou para Si, e jamais nos sentiremos completos, satisfeitos, longe da comunhão com Ele.
"Há muito tempo, Jesus disse que «nem só de pão vive o homem» (Lucas 4:4), mas não fizemos caso. Continuámos a entulhar-nos com pão de toda a espécie, até ficarmos doentes.
"Não podemos suportar esta terrível vacuidade dentro de nós, não podemos contemplar a solitária e desolada estrada que se estende à nossa frente.
Os homens têm inventado centenas de sistemas filosóficos, dezenas de religiões, nos seus esforços para contornar a Palavra de Deus. Os modernos filósofos e psicólogos ainda procuram demonstrar que há outro caminho sem ser o de Jesus. Mas o homem tem experimentado a todos, e nenhum deles o conduziu a parte alguma, a não ser para baixo.
"Cristo veio para nos dar a resposta ... «Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e eternamente» (Hebreus 13:8).
"Todas as outras coisas podem mudar, mas Cristo permanece imutável. No mar inquieto das paixões humanas, Cristo permanece firme e calmo, pronto a acolher todos quantos, voltarem para Ele e aceitarem as bênçãos da segurança e da paz. Vivemos numa era de graça, em que Deus promete que todo aquele que o quiser fazer pode vir a receber o Seu Filho. Mas esta era de graça não se prolongará indefinidamente. Mesmo agora já estamos vivendo com tempo emprestado."