18-12-11 - Crislão: Entendendo o movimento que mistura Cristianismo com Islamismo
O Crislão é um movimento religioso que está a ganhar força nos Estados Unidos. Ele tem como base a mistura de tradições e a adopção de livros sagrados das duas “religiões”: o Cristianismo e o Islamismo.
O movimento de sincretismo religioso que mistura elementos das duas “religiões” começou na Nigéria na década de 1980 com um homem chamado Tela Tella que afirma ter sido visitado por um anjo que lhe incumbiu dessa missão. E vem ganhando força e espaço na América do norte após os atentados terroristas de 11 de Setembro.
“O Crislão, como o nome sugere, é um movimento crescente em que alguns ‘Cristãos’ estão a tentar encontrar um terreno comum com os Muçulmanos”, explica o teólogo Bill Muehlenberg.
No início desse ano comunidades “Cristãs”, que aderiram a essa “Aliança interconfessional”, em estados como Dallas, Chicago e Washington DC estão a colocar o Alcorão ao lado da Bíblia nos seu templos, e houveram também pregações sobre o profeta Maomé.
De acordo com o Christian Post, os adeptos desse movimento sincretista defendem a existência de pontos em comum entre as tradições religiosas, um exemplo são as 25 menções feitas a Jesus no Alcorão e ensinamentos comuns sobre ética e moral. Eles acreditam que ao se unirem em torno desses pontos comuns estão a formar uma espada espiritual contra o ateísmo e o politeísmo que, segundo eles, são os motivos do conflito moral do Ocidente.
Porém, muitos Cristãos têm rejeitado essa união religiosa e ressaltam as incompatibilidades ideológicas das duas crenças. O pastor da Igreja Cornerstone em Highland (Michigan), Tim Forsthoff, fala sobre essa incompatibilidade: “Nós não somos irmãos daqueles que rejeitam a Cristo. Nós não somos parte da família de Deus com aqueles que negam a morte e ressurreição de Jesus Cristo”.
“As pessoas têm sido levados a acreditar que todas as culturas são iguais, que todas as religiões são iguais. O primeiro erro é abraçar as diferentes culturas “, disse o professor e jornalista Paul Williams que aponta o multiculturalismo como rastilho para a propagação do “Crislão”. Willians diz também que em muitos lugares dos Estado Unidos falar contra a diversidade já é visto com maus olhos. Ele completa dizendo que o que realmente está a acontecer é que “os [Muçulmanos] estão a entrar e a converter os ‘Cristãos’”.
Em outros lugares do mundo o movimento também está a ganhar força. Uma frase escrita no site do Comité de Diálogo Nacional Islâmico-Cristão no Líbano sintetiza a filosofia: “Nós somos irmãos, somos uma família de Deus. Nenhum de nós é melhor do que o outro aos seus olhos. Ele ama-nos muito. O futuro só pode ser ganho contra o mal por todos nós em pé, fortes e juntos”.
Na Austrália, o grupo islâmico “MyPeace” conduziu uma campanha publicitária defendendo a inter-relação entre Cristãos e Muçulmanos. Nessa campanha foram espalhados cartazes pela cidade de Sidney com os dizeres “Jesus: um profeta do Islão”.
A principal bandeira levantada por estes “híbridos” é “Porque não nos darmos bem, ao ressaltar as diferenças, quando podemos simplesmente… tornar-nos um?”.
Comentário:
A afirmação de "Tela Tella", que diz "ter sido visitado por um anjo que lhe incumbiu dessa missão", a Bíblia responde: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema [ou, maldito]" (Gálatas 1:8).
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