13-01-12 - Número de Cristãos na Grã-Bretanha diminui
Nos últimos cinco anos a Inglaterra e País de Gales tiveram uma diminuição de cerca de 10% no número de Cristãos declarados. Em comparação com 2005, quando 77% da população se declarava Cristã, de acordo com a Pesquisa Cidadania, este número caiu para 70% em 2010.
O estudo teve base numa entrevista de mais de 10.300 adultos e foi encomendado pelo governo. Ateus e sem religião tiveram uma aumento de 6% em relação ao mesmo período, passando de 15% em 2005 para 21% em 2010.
Os Cristãos são muito menos propensos a praticar a sua fé do que os de outras fés. Os que são mais propensos a praticar a sua fé são os Muçulmanos.
O relatório diz: “Enquanto o Cristianismo continua como a fé mais prevalecente na Inglaterra e País de Gales, entre 2005 e 2010 houve uma diminuição constante do número de pessoas que se identificaram como Cristãos”.
No início do mês, o Relatório das Atitudes Sociais Britânicas também previu, a longo prazo, o declínio da religião na Grã-Bretanha.
Dos 3.000 adultos inquiridos, foi revelada uma queda no número dos que se identificam Cristãos, de 50% para 42% nos últimos três anos.
Como os mais velhos, gerações mais religiosas, são substituídos pelas gerações mais jovens que optam por não criar os seus filhos com uma religião, a pesquisa prevê que as atitudes liberais para com as questões sociais continuarão a ganhar terreno.
Pode haver uma "relutância acrescida … por as questões de fé entrarem na esfera pública e social de todos", avisa.
Esta conclusão reflete as preocupações de muitos Cristãos que acham que a lei é cada vez mais contra eles.
Quatro Cristãos penalizados pelas suas crenças no local de trabalho estão com os seus casos no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
O Governo Britânico tem sido criticado pelo Ex-arcebispo de Cantuária, Lord Carey, por não apoiar os seus casos.
Apesar da queda em número de pessoas declaradas cristãs, houve um aumento no número de Cristãos comprometidos com a igreja, frequentando regularmente, o número subiu de 31% em 2005 para 33% em 2010.