15-06-12 - Pesquisa revela os perigos de "famílias" com pais homossexuais
Um estudo divulgado na última semana contraria as ideias amplamente divulgadas de que as “famílias” com dois pais ou duas mães gays são iguais, ou talvez melhores, do qua as famílias com casais tradicionais.
“A alegação empírica que não existem diferenças notáveis deve desaparecer”, acredita o professor de sociologia na Universidade do Texas, Mark Regnerus ao publicar o seu estudo na revista científica de Ciências Sociais.
Usando um conjunto de dados de entrevistas com cerca de 3.000 adultos jovens selecionadas aleatoriamente, Regnerus dividiu os dados em 40 tipos de grupos, considerando os resultados sociais, emocionais e de relacionamento. Ele descobriu que, quando comparados com adultos criados em casais tradicionais, as pessoas criadas por duas mães lésbicas tiveram resultados negativos em 24 das 40 categorias, enquanto os adultos criados por pais gays tiveram resultados negativos em 19 categorias.
Novos estudos de Regnerus foram desenvolvidos para reexaminar esta questão. Em busca de um novo padrão, Regnerus e a sua equipe entrevistaram 15.088 pessoas. Destas, 175 pessoas foram criadas por um casal de lésbicas, e 73 foram criadas por pais gays.
Regnerus afirma que as crianças do estudo raramente passaram a infância inteira na casa de seus pais gays e seus parceiros. Por exemplo, 57% das crianças passaram mais de 4 meses com mães lésbicas, mas apenas 23% passaram mais de 3 anos com elas. Por fim, Regnerus buscou responder se as crianças com os dois pais gays percebiam desvantagens quando comparadas com crianças criadas pelos seus pais biológicos.
Crianças com pais em relacionamentos homossexuais tiveram baixo desempenho em quase todos os quesitos. Um dado é particularmente preocupante: menos de 2% das crianças de famílias biológicas convencionais sofreram algum tipo de abuso sexual, mas o número correspondente às crianças de casais homossexuais é de 23%. Além disso, 14% das crianças de casais homossexuais passaram algum tempo em abrigos governamentais, comparado com 2% da média nos EUA. Os índices de prisão, uso de drogas e desemprego são bem maiores dentre filhos de casais homossexuais.
O estudo de Regnerus parece responder à questão hoje tão debatida, se crianças criadas por casais homossexuais são diferentes: está claro que sim.